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Instituto Popular do Recôncavo celebra tradições juninas em Bom Jesus dos Pobres
Instituto Popular do Recôncavo celebra tradições juninas em Bom Jesus dos Pobres

Show de forró, samba de roda, apresentações de quadrilha e roda de conversa marcaram a programação do projeto Tradições Juninas do Recôncavo, realizado pelo Instituto Popular do Recôncavo, em Bom Jesus dos Pobres, no município de Saubara (BA). O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Saubara, e patrocínio do Governo da Bahia, através da Bahiatursa, aconteceu na sexta (dia 17) e no sábado (dia 18).

Na abertura (dia 17), a comunidade se reuniu numa roda de conversa sobre a história e a importância das manifestações tradicionais da cultura popular do Recôncavo Baiano. O bate-papo abordou a relevância dessas manifestações para o impulsionamento do turismo cultural, muito significativo para a Região Nordeste e, principalmente, para a Bahia, assim como são as festas juninas.

Já no dia seguinte (dia 18), a noite foi de arrasta-pé e muito samba de roda, além das apresentações da Quadrilha Junina Girassol do Iguape, do Samba Chula João do Boi e da banda de forró Fura Chinela, tudo isso às margens da Baía de Todos os Santos, em frente a sede do Instituto Popular do Recôncavo (IPR Bahia), em Bom Jesus dos Pobres.

O Recôncavo Baiano é uma das regiões brasileiras de maior influência cultural do país, marcado por diversas manifestações afro culturais que se propagaram por todo o território baiano e brasileiro, confirmando, assim, o importante papel que a região tem na história da Bahia e do Brasil.

Nesse contexto e com o intuito de fortalecer a cultura local e nordestina, a partir da oferta de apresentações juninas, o projeto Tradições Juninas do Recôncavo incentiva o turismo cultural, o sentimento de pertencimento e de possibilitar a apropriação e a preservação da cultura do Recôncavo, assim como o reconhecimento da diversidade de saberes e da identidade cultural de um povo que foi historicamente silenciado.

Festival de Quadrilhas Juninas movimenta o Centro Histórico de Salvador
Festival de Quadrilhas Juninas movimenta o Centro Histórico de Salvador

Um dos grupos mais tradicionais de Salvador, o Forró Asa Branca vai se apresentar no I Festival de Quadrilhas Juninas no Centro Histórico da capital baiana. O evento gratuitamente acontece nesta segunda-feira (dia 20), às 20h, na Arena Arromba Chão, na Praça da Cruz Caída. A atração, promovida pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), é parte integrante da programação do São João do Centro Histórico, organizado pelos empreendedores da região, com apoio da Prefeitura de Salvador e entidades da iniciativa privada.

Iniciado no sábado (dia 18) com a apresentação do Forró do ABC, o I Festival de Quadrilhas Juninas no Centro Histórico vai reunir mais quatro apresentações, sempre às 20h, até o próximo dia 26. Também passarão pela Arena Arromba Chão os grupos adultos Junina Capelinha (dia 21) e Imperatriz do Forró (dia 22), além dos infantis Forró do Luar (dia 25) e Germe da Era (dia 26). Uma grande oportunidade para o público conferir uma das principais manifestações culturais do período, que foi se profissionalizando ao longo do tempo e encanta cada vez mais as pessoas com um belo espetáculo de dança, vestimentas e paixão pela tradição do São João.

A coordenadora geral do Fórum Permanente de Quadrilhas Juninas e idealizadora do festival, Soiane Gomes, afirmou que a realização deste primeiro festival faz com que Salvador dê um primeiro passo no reconhecimento das quadrilhas, entendendo que é necessário investir neste segmento com subsídios e editais. “As quadrilhas movimentam a economia, contratando profissionais, serviços, e é uma atividade que vai além do São João. Com o festival, esperamos expandir, tornando o evento maior, já que outros grupos já manifestaram a vontade em retornar para 2023. Isso é importante, pois nunca tivemos um evento deste porte no município”.

Forró Aza Branca

Neste ano de 2022, a Quadrilha Forró Asa Branca completa 30 anos de história. Campeã em diversas disputas de quadrilhas, vencendo inclusive o nacional em 2012 (única da Bahia com o título), o grupo criado no bairro do Cabula vem com o tema “Saudade por onde andarás”, abordando os dois anos sem o São João e sem o encontro com as pessoas. “Tínhamos essa ansiedade em estar juntos novamente, de poder preparar esse trabalho, esse espetáculo para o público”, declarou a diretora do grupo, Elis Regina Santana.

Para Elis, existe uma importância muito grande em poder comemorar o São João novamente após dois anos, devido ao distanciamento social provocado pela pandemia. “Para quem gosta da cultura junina, estes festivais são incríveis. São meses de ensaio, temos a ansiedade em mostrar o trabalho, a dedicação, então, para nós, já é um prêmio só em poder participar. Ficamos muito animados”.

De acordo com o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, a ideia é de que, nos próximos anos, a iniciativa seja ampliada com mais grupos soteropolitanos. “A intenção é de que a cidade retome esse movimento tão importante, que é o das quadrilhas juninas”, pontuou.

Festival de Quadrilhas Juninas movimenta o Centro Histórico de Salvador
Fotos: Alexandre Lucena
Forró é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil
Forró é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão unânime aconteceu durante reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, nesta quinta-feira (dia 9). O conselho, formado por representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, também elegeu o forró como um supergênero musical, por reunir ritmos nordestinos, entre eles, o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé-de-serra.

O pedido de registro para tornar o forró patrimônio cultural foi feito em 2011 pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, do estado da Paraíba. Nos últimos 10 anos, em parceria com comunidades detentoras, foi realizada a descrição detalhada das matrizes tradicionais com registro documental e audiovisual. O reconhecimento do Forró acontece dias antes ao aniversário de nascimento do músico Luiz Gonzaga (13 de dezembro de 1912 – 2 de agosto de 1989), conhecido como “Rei do Baião” e principal representante do ritmo tradicional nordestino.

A conselheira Maria Cecília Londres, relatora da proposta, fez uma ampla explanação sobre as origens do ritmo musical nordestino e da palavra forró. A relatora destacou a relevância do forró por englobar atividades como artesanatos, orquestras sanfônicas, escolas de dança, preservação de instrumentos (rabeca, sanfona, triângulo, pífanos, zabumba etc). Maria Cecília citou também a importância das organizações de forrozeiros, criadas em vários estados para manter vivo o forró. Ao concluir seu voto, a relatora disse ser plenamente a favor do registro das matrizes tradicionais do forró como patrimônio cultural do Brasil.

“Com o reconhecimento, as matrizes foram inscritas no Livro de Registro das Formas de Expressão, assim como estão a ciranda do Nordeste e o repente. Esse bem cultural que é o nosso 52º bem registrado no país dispensa apresentações e está em incontáveis eventos e festivais por todo o Brasil. Em especial, nos festejos do ciclo junino, gerando em renda e empregos diretos e indiretos além de um sentimento muito forte de pertencimento”, comentou Larissa Peixoto, presidente do Iphan.

Com informações da Agência Brasil.