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Espetáculo de dança que aborda sexualidade volta a cartaz no Teatro Vila Velha

Salão, montagem do coletivo de dança Casa 4, volta a cartaz em única apresentação no dia 16 de dezembro, no Teatro Vila Velha, em Salvador.

Desejos, amor, breguice e viadagem conduzem os “dois pra lá, dois pra cá” de Salão, montagem de estreia do coletivo de dança Casa 4. O espetáculo volta a cartaz, em única apresentação, neste sábado (dia 16/12), às 20h, no Teatro Vila Velha, em Salvador. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 e podem ser adquiridos nas bilheterias do próprio teatro ou pelo site ingressorapido.com.br.

A noite será aberta pelo espetáculo Atlântico, do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA), com o intérprete-criador Paullo Fonseca. Atlânticoparte do conceito de Diáspora Negra e suas narrativas de perda, exílio e viagens, apresentando um estudo coreográfico contemporâneo de dança teatro baseado na cultura que busca definir a modernidade.

Já em Salão, os dançarinos-criadores Alisson George, Guilherme Fraga, Jônatas Raine e Marcelo Galvão, sob a direção de Leandro de Oliveira, buscam romper com os estereótipos de gênero, que tradicionalmente envolvem as danças de salão e excluem outras possibilidades de dançar a dois. Os ensaios para a montagem começaram em junho deste ano e para viabilizar a realização do espetáculo, o grupo lançou em outubro uma campanha de financiamento coletivo pelo site www.catarse.me/casaquatro.

A equipe desta ação artística-política-amorosa reúne, exclusivamente, colaboradores LGBTQI+. Durante o processo de criação deSalão, os dançarinos do Casa 4 mergulharam em suas experiências, nos preconceitos velados e nas microviolências diárias para falar sobre ser gay neste universo. Em cena, a proposta é não se limitar a binarismos como condutor-conduzido, ativo-passivo, masculino-feminino. Para acompanhar o trabalho do Casa 4, sigam o grupo nas redes sociais @casa04producoes.

Ficha Técnica – Atlântico

Direção Geral: Paullo Fonseca

Intérprete-criador: Paullo Fonseca

Ficha Técnica – Salão

Direção: Leandro de Oliveira

Dançarinos criadores: Alisson George, Guilherme Fraga, Jonatas Raiane e Marcelo Galvão.

Figurino: Diego Solon

Cenário, fotografia e bondage: Davi Celuque

Iluminação: Leonardo Santos e Igor Nascimento

Designer: Diego Moreno

Produção de texto: Guilherme Fraga

Produção: Marcelo Galvão e Bergson Nunes

Assistente de produção: Marcelo Costa

Assessoria de comunicação: Guilherme Fraga e Rafael Veloso

Serviço:

Evento: Espetáculos Atlântico Salão – BTCA e Coletivo Casa 4

Local: Teatro Vela Velha (Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público)

Datas: 16 de dezembro (sábado)

Horário: às 20h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) a venda nas bilheterias do Teatro Vila Velha e no site ingressorapido.com.br

Informações da bilheteria: (71) 3083-4600

Diversidade e responsabilidade social são temas discutidos em evento organizado pela Bahia Norte


“Dificuldades, lições aprendidas e desafios em projetos comunitários”, “a inserção da mulher negra no mercado de trabalho” e “a diversidade enquanto indicador de desempenho em responsabilidade social empresarial”. Esses foram alguns temas que foram debatidos durante a 6ª edição do Café com Responsa, evento que foi organizado pela Concessionária Bahia Norte, na manhã desta terça-feira (05/12).

Segundo a advogada familista Luise Reis, integrante do Conselho Consultivo da Jovem Advocacia OAB, a mulher negra é vista três formas – ultrasexualizada, aquela que vende o Brasil, a subalterna – doméstica, e a louca. Quem também discursou foi o Presidente da Associação Beneficente dos Moradores Nova Esperança (Abene), Oswaldo Santos, ao relatar o seu trabalho diário junto à comunidade. “Nossa casa vira gabinete e abrimos mão de muita coisa, da nossa família, em prol da humanidade. Nós aprendemos a ser mais humanos, a pensar mais no próximo”, afirma.

De acordo com Leana Mattei, assessora de desenvolvimento socioambiental da Concessionária Bahia Norte, é gratificante ouvir depoimentos como o de Oswaldo Santos, pois “pequenas ideias transformam a vida das pessoas. O Café com Responsa tem esse objetivo de estimular a reflexão das pessoas acerca dos assuntos que estão aí para ser debatidos, seja a diversidade de gênero, seja o compromisso social das empresas”, fala.

Participaram da 6ª edição do Café com Responsa, representantes de secretarias do Governo do Estado da Bahia, fornecedores, parceiros, comunidades e funcionários da Bahia Norte.

Foto: AG. BAPress
“Acredito na transformação social”, afirma Graça Machel durante conferência de encerramento do Fronteiras Braskem do Pensamento 2017

“É possível tornar a vida mais digna, tornando as relações mais humanas”, “a cultura liberta as pessoas” e “acredito na transformação social”. Essas foram algumas das declarações feitas pela ativista dos direitos humanos moçambicana Graça Machel, durante a conferência que encerrou, na noite dessa terça-feira (05/09), no palco principal do Teatro Castro Alves, em Salvador, a temporada 2017 do Fronteiras Braskem do Pensamento. Com o tema Civilização – A sociedade e seus valores, o projeto tem o patrocínio da Braskem e do Governo da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, com realização da Caderno 2 Produções Artísticas.

Em frente a uma plateia atenta, a ex-ministra da Educação de Moçambique e desde 2010 gestora do fundo internacional que leva seu nome, Graça Machel falou sobre a onda de imigração, direitos humanos, diferença entre gêneros, racismo e exploração infantil. A conferência foi apresentada pelo doutor em Filosofia, Eduardo Wolf, curador-assistente do Fronteiras do Pensamento e com a mediação de Zulu Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon. Durante sua conferência, Graça assegurou que “o Brasil é um exemplo de integração de imigrantes”.

Ela questionou porque hoje em dia o fenômeno da imigração é visto com medo. “As imigrações fazem parte da experiência humana ao longo dos séculos e até de milênios, faz parte do DNA social”, afirmou a ativista. Para Graça, a desigualdade econômica é um fenômeno motivador das imigrações. “Atualmente existem presidentes que acham que podem construir muros para separar pessoas. É preciso algumas vozes mais esclarecidas para atentar que o islã é uma religião de paz. Existem alguns indivíduos que são terroristas, mas precisamos não generalizar”, adverte.

Formada em Filologia da Língua Alemã pela Universidade de Lisboa, Machel atuou como professora e lutou clandestinamente com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) durante a Luta Armada da Libertação Nacional. “Hoje somos uma África que temos marcas do coronelismo. Não somos um continente homogêneo. Temos duas mil línguas em África. A Nigéria sozinha tem 500 línguas. Apesar das várias colonizações conseguimos preservar muito de nossa tradição. Não somos nem franceses ou ingleses, somos africanos”, garante. Graça alerta que a globalização, com todas as vantagens que trouxe, também deixou muitas marcas da pobreza. “A grande maioria do nosso povo, nas zonas rurais africanas, tem muito pouco de globalização”.

Ligada desde muito cedo a organizações sociais para a manutenção dos direitos de mulheres e crianças, Graça Machel não chegou a conhecer o próprio pai, que morreu três semanas antes do seu nascimento. Filha mais nova de uma família de origem humilde, cresceu e acompanhou o empenho e o esforço de sua mãe para criar sozinha os setes filhos. Em 2010, a ativista fundou a Graça Machel Trust, organização de direito com foco na saúde e na nutrição de crianças, na educação, no empoderamento econômico e financeiro das mulheres, e no desenvolvimento de estratégias de governança e liderança femininas na África. “A única diferença que existe realmente entre o homem e a mulher é o gênero, mas fizeram o homem crer que pode matar as mulheres”, lamenta a conferencista.

Outras duas grandes causas levantadas por Graça Machel são o trabalho em favor das vítimas de casamentos infantis e o combate a quaisquer tipos de racismo. “A realidade é que pessoas de pele negra em qualquer continente lutam para sobreviver. Precisamos fazer uma introspecção para saber que tipo de pessoa nos tornamos”, provoca Graça. “Hoje a família humana tem dois grandes desafios, aceitar que homens e mulheres e pretos e brancos são iguais. Não há nada que nos diferencie”, garante. Ao finalizar sua fala, provocou a plateia questionando “o que podemos fazer para desmantelar esses mitos?”.

SOBRE O FRONTEIRAS BRASKEM DO PENSAMENTO
Fronteiras Braskem do Pensamento é um ciclo de conferências alinhado ao projeto cultural múltiplo Fronteiras do Pensamento – www.fronteiras.com – que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento. O Fronteiras do Pensamento realiza anualmente edições em Porto Alegre e São Paulo, e na edição especial em Salvador abre espaço para o debate e a análise da contemporaneidade e das perspectivas para o futuro, apresentando pensadores, artistas, cientistas e líderes que são vanguardistas em suas áreas de pesquisa e pensamento.

Os valores básicos do projeto são o pluralismo das abordagens, o rigor acadêmico e intelectual de seus convidados e a interdisciplinaridade de ideias. Por isso o Fronteiras Braskem do Pensamento já trouxe à Bahia importantes nomes como Enrique Peñalosa, Leymah Gbowee, Wim Wenders, Edgar Morin, Manuel Castells, Contardo Calligaris, Luc Ferry, Salman Rushdie, Jean-Michel Cousteau e Valter Hugo Mãe, entre outros. Na temporada 2017, além de Graça Machel, o Fronteiras Braskem do Pensamento trouxe à capital baiana, o escritor moçambicano Mia Couto e a crítica cultural norte-americana Camille Paglia.

Fronteiras Braskem do Pensamento traz a Salvador Valter Hugo Mãe
Fronteiras Braskem do Pensamento traz a Salvador Valter Hugo Mãe

“De fato, me interessa pouco um livro que seja muito inteligente e aborrecido. Gosto da dimensão encantatória do texto, entendo o livro como algo mudador”, afirma o autor de o nosso reino, o remorso de baltazar serapião, o apocalipse dos trabalhadores e a máquina de fazer espanhóis, série de obras conhecida como a tetralogia das minúsculas, por ser escrita sem letras capitais. De personalidade carismática, sensibilidade ímpar e talento eclético, Valter Hugo Mãe foi reconhecido por seu conterrâneo José Saramago como um “tsunami literário” já na publicação de seu segundo romance.

Um dos autores de sua geração mais lidos em Portugal, Mãe se identifica com uma literatura que vai além do público médio e possui uma função na vida humana. “A literatura serve para alguma coisa. A poesia é, inclusive, terapêutica. Tudo deve ser escrito com a esperança de que o público atinja uma espécie de sabedoria, um outro tipo de inteligência emocional”, afirma. E completa: “O indivíduo só é tão importante como a pedra. Por isso, estou convicto de que só existimos pelos outros e com os outros, e a vida só nos recompensa verdadeiramente quando sabemos chegar a quem amamos”. Valter Hugo Mãe estará no palco do Fronteiras Braskem do Pensamento em Salvador, no dia 5 de setembro, às 20h30. A conferência acontece no Teatro Castro Alves. Informações no site www.fronteiras.com/salvador ou pelo fone 4020-2050. Ingressos à venda a partir desta segunda-feira, vagas limitadas.

Licenciado em Direito e pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, Valter Hugo Lemos nasceu em Saurimo, Angola. Filho de portugueses, sua família retornou a Portugal antes de seus cinco anos. Passou a infância em Paços de Ferreira e, em 1980, mudou-se para Vila do Conde, onde vive até hoje. Desde criança se reconhece como um colecionador de palavras – e só foi convencido por sua mãe a frequentar a escola depois que ela lhe disse que estudar seria a melhor forma de “guardar as coisas na cabeça”. Adotou o pseudônimo “mãe” – que inicialmente escrevia também em minúsculas – por considerar a palavra repleta de um sentido de completude, do extremo da humanidade. “É um tipo de amor que não gastamos de outra forma a não ser que tenhamos um filho. É como haver um desperdício de nós mesmos”, reflete. Já o apreço pelas minúsculas é explicado por estas aludirem “a uma democracia das palavras”, comenta o escritor, que afirma ser o uso de letras maiúsculas algo inoperante na língua. “Não pensamos com muita sinalética. É uma utopia pensar que o texto escrito possa chegar perto da selvageria que representa o discurso do pensamento, mas é um desafio que me interessou viver. Depois, mudei para as maiúsculas pela oportunidade de fazer algo diferente após a tetralogia, e também porque era muito redutor ser reconhecido como o cara que escreve tudo em minúsculas”, reclama.

Entre as diversas láureas recebidas, destaca-se a conquista do Prêmio José Saramago por o remorso de baltazar serapião, em 2007, e o Prêmio Portugal Telecom, em 2012, por a máquina de fazer espanhóis. Suas obras se destacam pela variedade dos meios de expressão e de temática, que podem falar dos pequenos detalhes do cotidiano, dos problemas contemporâneos enfrentados por países como Portugal ou das paisagens da Islândia, combinando uma prosa apurada com histórias marcadas pela emoção. “Eu sempre fui convencido de que morreria cedo e tive várias datas-limite: os 18 anos, os 33 e os 40. Agora, acho que vou ser eterno”, brinca o escritor, ao explicar que a crescente idade das personagens principais de seus quatro mais importantes romances é o ponto de encontro destas obras.

Em o nosso reino, Valter Hugo Mãe conta a história de benjamin, um menino de oito anos que vive em uma pequena aldeia portuguesa durante o regime salazarista, buscando distinguir o bem e o mal em meio à repressão da igreja e aos trágicos acontecimentos que ocorrem a seu redor. Em o remorso de baltazar serapião, relata a desastrada existência dos sargas e as desventuras de seu primogênito, baltazar serapião, tragicamente enamorado por ermesinda, de extrema beleza. Em o apocalipse dos trabalhadores, conta a história de maria da graça e quitéria, duas empregadas domésticas que, apesar do trabalho duro e da rotina opressiva, mantêm as esperanças em uma vida melhor e vivem desventuras amorosas. Já em a máquina de fazer espanhóis, último livro da tetralogia das minúsculas, narra a história de antónio jorge da silva, um barbeiro de 84 anos que, depois de perder a mulher, passa a viver num asilo e se vê obrigado a investigar novas formas de conduzir a vida.

Em sua quinta obra, O filho de mil homens, Mãe volta às maiúsculas e narra a história do pescador Crisóstomo, que aos 40 anos tem uma vontade imensa de ser pai e conhece o órfão Camilo: ao redor dos dois, outros personagens testemunham a construção de uma família em uma aldeia rural, atravessando temas como solidão, preconceitos, vontades reprimidas, amor e compaixão. A obra guarda semelhanças com as memórias e os desejos de Valter Hugo Mãe, que diz já ter sentido o preconceito na pele por ter nascido em Angola. Na escola, relembra ter sido chamado de “preto”, e costuma contar que sua descoberta das pessoas negras se deu num supermercado, quando uma senhora o mandou retornar a sua terra. “Fui para casa e perguntei a minha mãe se as pessoas em Angola eram negras. Ela disse que sim. Perguntei se eu ia ficar negro. Mas minha mãe disse: Não, vais ser sempre assim, amarelinho. Fiquei frustrado. Pensei que, eventualmente, ser negro deveria ser incrível. Eu me olhava e pensava: Uau! E se eu fosse preto?! À noite ninguém iria me ver. Seria o homem-aranha de Paços de Ferreira”, conta o autor em uma de suas entrevistas, em um misto de emoção e divertimento.

Em um de seus mais recentes livros, Valter Hugo Mãe se desafia novamente ao contar uma história sob a perspectiva de uma menina de 11 anos: A desumanização se passa na paisagem inóspita dos fiordes islandeses e narra o que resta a uma jovem depois da morte de sua irmã gêmea. O livro – recentemente publicado na Islândia, alcançando a liderança de vendas no país – resgata a vontade constante de reinvenção, autoimposta pelo escritor: “Sinto que vou de arrasto. Sou a parte menos importante do começo das coisas. Eu só preciso estar atento”, fala o autor sobre seu processo de escrita. E completa: “Eu não pergunto em demasiado para me deixar impressionar pela intuição. A maior parte das minhas coisas começa com pessoas caladas. Observo e depois invento uma vida para aquela pessoa – o sapato, o gesto, como ela se penteia”, explica.

Com uma carreira marcada pela edição literária e por trabalhos na poesia, na crônica, na música, na televisão e nas artes plásticas, Mãe já apresentou um programa de entrevistas num canal português, atuou como vocalista da banda Governo e tem se dedicado esporadicamente ao desenho. Sua obra poética está revista e reunida no volume contabilidade, e escreve ainda a coluna “Casa de Papel”, no jornal Público.

Foto: Rita Rocha
Foto: Rita Rocha

SOBRE OS 10 ANOS DO FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

Em uma década, muitos olhares. Em seus dez anos de existência, o Fronteiras do Pensamento realizou mais de 200 conferências internacionais, apresentadas para mais de 170 mil espectadores. Encontros que sempre tiveram como propósito a tradução do nosso mundo e do nosso tempo visando ampliar e diversificar o debate. Alguns dos mais instigantes e representativos intelectuais da atualidade estiveram no palco do Fronteiras, ressaltando a diversidade geográfica, a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão em um trabalho que ultrapassou as fronteiras físicas do ciclo de conferências, transformando-se em uma conceituada plataforma de conteúdo, que já gerou 24 filmes de curta e média metragens, mais de 500 vídeos publicados no YouTube, séries de livros e mais de 30 mil fascículos educacionais distribuídos, além de diversas outras publicações que podem ser acessadas no portal www.fronteiras.com. Atualmente, o Fronteirasé realizado em três capitais – São Paulo, Porto Alegre e Salvador. O Fronteiras Braskem do Pensamento Salvador tem o patrocínio da Braskem, apoio da Rede Bahia e Unijorge, com realização da Caderno 2 Produções Artísticas.

SOBRE O FRONTEIRAS BRASKEM DO PENSAMENTO

Presente na capital baiana desde 2008, o Fronteiras Braskem do Pensamento já apresentou mais de 20 conferências internacionais na cidade, com nomes de destaque no cenário contemporâneo. A crítica cultural norte-americana Camile Paglia, o oceanógrafo francês Jean-Michel Cousteau, o jornalista norte-americano Tom Wolfe, o escritor britânico Salman Rushdie e o sociólogo espanhol Manuel Castells foram alguns dos convidados que mantiveram sempre repleta a plateia de um dos mais cultuados palcos do País, o Teatro Castro Alves.

Para marcar os 10 anos do projeto, referência na cena cultural brasileira, o Fronteiras Braskem do Pensamento traz este ano a Salvador o premiado escritor Valter Hugo Mãe para uma conferência especial que aposta na força da literatura como um importante processo de intervenção global e local. O encontro também celebra a primeira visita de Mãe, um dos escritores portugueses mais lidos na atualidade, a um dos berços históricos do Brasil.

O convidado confessa ser um apaixonado pela cultura brasileira, reafirmando em várias entrevistas que “a melhor coisa que os portugueses fizeram foi o Brasil”. Em uma de suas colunas no jornal Público narra um encontro emocionado com Ariano Suassuna: “Alguns homens fazem de todas as horas uma lição de vida. Ao visitar Ariano Suassuna, sei bem, visitei humildemente a alma de um certo Brasil. Que falou comigo. Falou comigo, simplesmente”, poetiza. Mãe protagonizou uma das mais belas e poéticas conferências do projeto na cidade de Porto Alegre em 2015, trechos que podem ser assistidos dentre os vídeos mais acessados do portal www.fronteiras.com, com mais de 20 mil visualizações.

A venda dos ingressos para o Fronteiras Braskem do Pensamento inicia nesta segunda, na bilheteria do Teatro Castro Alves e nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista, pelo site www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone (71) 2626-5071.

FRONTEIRAS BRASKEM DO PENSAMENTO

CONFERÊNCIA ESPECIAL: VALTER HUGO MÃE

DATA E HORÁRIO: 5 setembro I segunda I 20h30

LOCAL: Teatro Castro Alves

INGRESSOS: R$ 60 (inteira), R$ 36 (Clube Correio) e R$ 30 (meia). Vagas limitadas.

INFORMAÇÕES: 4020.2050 e www.fronteiras.com/salvador I facebook.com/FronteirasBA

PONTOS DE VENDA: A partir deste sábado, na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista, pelo site www.ingressorapido.com.br ou pelo telefone 4003-2051.

Ellen Oléria ministra oficina poético-literária em Salvador

Na quarta-feira (25), das 14h às 19h, na Caixa Cultural Salvador, a cantora Ellen Oléria realiza a oficina poético-literária “Vou Aprender a Ler Para Ensinar Meus Camaradas”, em referência direta à canção “Massemba”, de Roberto Mendes e Capinan. Nesse workshop, a cantora abordará o Afrofuturismo, tema do seu disco mais recente, a partir da análise da produção artística histórica na diáspora negra em suas expressões mais explícitas de resistência textual.

Com o auxílio da oficineira convidada Poliana Martins, Ellen vai compartilhar com os participantes canções negras de matriz afro-brasileira, incluindo o repertório do show que realiza de 26 a 29 de maio, no mesmo local. Serão produzidos poemas e rimas – falados e escritos – e também serão realizados exercícios de impostação vocal e expressão corporal.

A oficina oferece 20 vagas, de acordo com a ordem de inscrições, e não é recomendada para menores de 14 anos. Os interessados devem comparecer à recepção da Caixa Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes, 57, Centro, a partir das 19h, da segunda-feira, dia 23/05.

Serviço:

O quê: Oficina “Vou aprender a ler para ensinar meus camaradas”, com Ellen Oléria e Poliana Martins

Quando: quarta-feira, dia 25/05, às 14h

Onde: Caixa Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro)

Quanto: gratuito

Inscrições: a partir do dia 23 de maio (segunda-feira), das 9h às 18h, no local

Quantidade de vagas: 20

Informações: (71) 3421-4200

Prêmio Braskem de Teatro faz um espetáculo-manifesto para anunciar os destaques de 2015

Os atores Osvaldo Mil, Érico Brás e Pedro Pondé irão cantar, interpretar e dançar na cerimônia de premiação, que acontece no dia 13 de abril, no Teatro Castro Alves, em Salvador

​Osvaldo Mil e Pedro Pondé integram o elenco da cerimônia de premiação (Foto: Genilson Coutinho)
​Osvaldo Mil e Pedro Pondé integram o elenco da cerimônia de premiação (Foto: Genilson Coutinho)

Os destaques das artes cênicas baianas no ano de 2015 serão conhecidos durante a entrega do Prêmio Braskem de Teatro. O anúncio dos vencedores acontece nesta quarta-feira, dia 13 de abril, às 20h, na sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador. A cerimônia será um espetáculo-manifesto pela liberdade do artista e pelas causas que fazem sentindo ao mundo moderno. É o que promete o dramaturgo, roteirista e diretor teatral Elísio Lopes Jr., que assina pela terceira vez a direção artística da premiação. “Dirigir esse prêmio é uma das coisas mais difíceis de fazer, porque é a festa do nosso teatro, e queremos o encanto, queremos fazer o melhor. É isso que vamos tentar esse ano pela terceira vez”, comenta Elísio.

O Prêmio Braskem de Teatro destaca anualmente as melhores produções em oito categorias: Espetáculo Adulto, Espetáculo Infanto-Juvenil, Direção, Ator, Atriz, Texto, Revelação e Categoria Especial. Foram avaliadas 59 peças teatrais baianas consideradas profissionais e inéditas, que estiveram em cartaz no período de 1º de abril a 23 de dezembro de 2015, na capital baiana. A premiação, que chega a sua 23º edição, é uma realização da Caderno 2 Produções e patrocinada pela Braskem e Governo do Estado, através do FazCultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. “O Prêmio Braskem de Teatro é uma referência consolidada para a classe artística, contribui para a valorização da produção das artes cênicas no estado, abre espaço para o surgimento de novos talentos, além de incentivar a formação de plateia”, explica Hélio Tourinho, gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia.

Racismo, homofobia, entorpecimento, violência, o desejo e a intolerância, questões que estão sendo discutidas pela sociedade na atualidade como retrocessos serão relacionadas às categorias da premiação. “O mote cênico é que a noite do prêmio será o último concerto de uma banda que não tem mais razão de existir, a Nossa Banda do Mundo”, explica Elísio. Os atores Osvaldo Mil, Érico Brás e o cantor Pedro Pondé (vocalista da Banda Scambo) irão compor o fictício grupo. Os três vocalistas irão cantar, interpretar e dançar entre o anúncio dos vencedores de cada categoria. Integram a banda, ainda, os músicos Jelber Oliveira, Cadinho, Waguinho e Eric Assmar, além das backings-atrizes-bailarinas Adelena Rios, Ariane Souza e Camila Sarno.

A criação dos figurinos para a cerimônia ficou a cargo do paulista Luciano Ferrari, o Lord Lu, que se inspirou nos grupos performáticos Secos e Molhados e Dzi Croquettes. Vinis, paetês, tecidos metalizados e adereços coloridos se destacam nos looks. “A ideia é que os figurinos resultem num espetáculo burlesco, com visual apimentado e contemporâneo criando uma harmonia com o conjunto criativo do evento”, explica Lord Lu, que tem em seu currículo os figurinos do espetáculo Sherek, O Musical e da banda Timbalada, nos Carnavais de 2015 e 2016. A produção de moda é Carine Cedraschi.

A movimentação não acontecerá somente diante da plateia. Nos bastidores um verdadeiro exercício atuará na produção do evento, que tem roteiro de Fabio Espírito Santo e comando de Elísio Lopes Jr. Na equipe técnica figuram nomes como: Elisa Mendes (diretora Assistente), Ricardo Fagundes, Sérgio Almeida (assistentes de Direção), Clarissa Torres (direção de Produção Artística), Zebrinha (Coreografia), Arismar Adoté Jr. (Assistente de coreografia), Dino Neto (Maquiagem), Claudia Salomão (Chefe de Palco), Zelito Souza (Roadie) e Micael Figueiredo (Estagiário de produção). A produção Executiva está à cargo de Erica Ribeiro, Edilene Alves, Tereza Saphira e Val Benvindo. Jarbas Bittencourt assina a direção musical do espetáculo, que tem ainda a cenografia de Renata Mota, a produção de cenografia de Naiara Bonfim e os cenários virtuais do VJ Dexter. A iluminação é de João Batista.

Homenagens especiais – Cinco personalidades que lutam pelos Direitos Humanos na Bahia serão homenageadas durante a cerimônia de entrega do Prêmio Braskem de Teatro. Serão reconhecidos pelos seus trabalhos e atuações, Maria Rita Lopes Pontes, superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID); o médico Antonio Nery Filho, criador do Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas (CETAD); o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB); Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá e Vavá Botelho, idealizador do Balé Folclórico da Bahia.

Outro homenageado da premiação será Martim Gonçalves, primeiro diretor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que este ano completa 60 anos de fundação. Com apenas 37 anos, o médico psiquiatra pernambucano, Eros Martim Gonçalves (1919-1973) foi o responsável por conceber a Escola de Teatro, da então Universidade da Bahia e dirigi-la entre 1955 e 1961. Foi a primeira no Brasil ligada a uma instituição de nível superior.

“A homenagem que o Prêmio Braskem de Teatro realizará a Martim Gonçalves é uma reparação histórica a este homem de teatro, com sólida formação artística-acadêmica, que muito contribuiu para o teatro e as artes na Bahia, através de ações interdisciplinares nas áreas do teatro, artes plásticas, cinema, cultura popular e educação”, ressalta a diretora teatral e professora Eliene Benício, atual diretora da Escola de Teatro da UFBA.

O júri – A comissão julgadora deste ano foi composta por Cristina Leifer, atriz, diretora teatral e produtora cultural; Eliana Pedroso, bailarina, gestora e curadora do Café-Teatro Rubi; Jorge Alencar, ator, dançarino, coreógrafo, realizador audiovisual, diretor teatral, educador, pesquisador e curador; Marcos Uzel, jornalista e escritor e Rose Lima, diretora Artística do Teatro Castro Alves. Além do troféu, os vencedores das categorias Espetáculo Adulto e Espetáculo Infantojuvenil receberão um prêmio no valor bruto de R$ 30 mil cada, enquanto os demais vencedores serão contemplados com um prêmio no valor bruto de R$ 5 mil cada.

 

CONFIRA OS INDICADOS AO 23º PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO:

 

ESPETÁCULO ADULTO:

  • BULULÚSinopse: A montagem conta a saga de dois comediantes muito especiais: Amadeus (Danilo Cairo) e Bartolomeus (João Guisande), tão antigos como o próprio teatro, o que é o mesmo que dizer: tão antigos como a Terra. Acabaram de chegar a um lugar onde pensam realizar o seu oficio de cada dia, ou seja, representar. Preparam os seus instrumentos, as suas roupas e máscaras e decidem contar o famoso romance da Invenção do Mundo, inspirado no Grande Teatro del Mundo, de Calderón de La Barca. Texto e Dir.: Moncho Rodriguez. Elenco: Danilo Cairo e João Guisande;
  • CAMPO DE BATALHA – Sinopse: Em uma suposta Terceira Guerra Mundial causada pela disputa das águas do planeta, dois soldados de corporações inimigas são surpreendidos pelo anúncio da suspensão temporária da guerra. Durante a pausa bélica, eles iniciam uma surreal aproximação que põe em risco a continuidade protocolar dos combates “oficiais”. Dir.: Márcio Meirelles. Elenco: Thiago Quirino e Aldri Anunciação;
  • O CASTELO DA TORRE – Sinopse: O espetáculo, que integra a 2ª Mostra Prêmio Braskem de Teatro, conta a trajetória da família Garcia D’Ávila, cujo poder imperou na Bahia e no Nordeste Brasileiro do século XVI à metade do século XIX. O primeiro Garcia D´Ávila chega ao Brasil junto com Tomé de Sousa, e a família continua sua história no Brasil descendendo de Diogo Alvares Caramuru e a bela Catarina Paraguaçu, dois dos primeiros nomes da miscigenação que deu conta do povoamento desse país. Dir.: Meran Vargens. Elenco: Bruno Guimarães, Camila Guilera, Clara Paixão, Daniel Farias, Diana Ramos, Diogo Teixeira, Fernanda Silva, Fred Alvin, Gordo Neto, Joker Guiguio, Larissa Lacerda, Marcia Limma e Yanna Vaz;
  • ERÊ – Sinopse: A atual montagem do espetáculo é mais política e questionadora, e traz à tona as diversas chacinas que tiveram como alvos jovens e crianças negras, como a da Candelária (RJ), Cabula (SSA), Vigário Geral (RJ), Favela Naval (Diadema-SP) e Acari (RJ). São tragédias que se abateram sobre a população negra do Brasil, muitas delas impunemente. ‘Erê’ questiona e pontua o porquê de meninos morrerem ainda ‘erês’ sem chegar a se tornarem velhos. Dir.: Fernanda Júlia e Zebrinha.  Elenco: Cássia Valle, Deyse Ramos, Elane Nascimento, Elcian Gabriel, Ed Firenza, Gabriel Nascimento, Gerimias Mendes, Jamile Alves, Jorge Washington, Leno Sacramento Lucas Leto, Merry Batista, Naira da Hora, Renan Mota, Ridson Reis, Sergio Laurentino, Shirlei Sanjeva, Valdineia Soriano e Vinicius Carmezim;
  • SADE – Sinopse: Para encarnar os vários personagens que aparecem o espetáculo, os atores se desdobram num constante jogo de trocas e metalinguagem. Todos são parte das fantasias de Sade, cuja escrita cruzou as fronteiras daquilo que se evita falar: a sexualidade não-convencional, a violência, a loucura, a homossexualidade, a cultura do estupro, além de diversos questionamentos políticos sobre o período histórico conturbado que Sade viveu. Dir.: Gil Vicente Tavares. Elenco: Carlos Betão, Marcelo Praddo, Wanderley Meira, Fafá Menezes e Márcia Andrade.

ESPETÁCULO INFANTOJUVENIL

  • A MÁQUINA QUE DOBRA O NADA Sinopse: O espetáculo gira em torno da amizade entre um garoto e um cientista, que juntos planejam criar uma máquina fantástica, capaz de dobrar o nada. Inspirada nos neologismos e poemas de Manoel de Barros, a história revela a busca incessante de um homem que luta contra a descriatividade resultante do envelhecimento. Dir.: Caio Rodrigo. Elenco: Agamenon de Abreu, Caio Rodrigo, Elinaldo Nascimento, Genário Neto, Géssica Geyza, Letícia Bartholo, Raquel Bosi, Simone Brault, Taciana Bastos e Wallas Moreira.
  • O PEQUENO IMPERADOR Sinopse: O texto passeia, de maneira muito lúdica, colorida, divertida e leve por diversas discussões sobre o respeito, a liberdade, o egoísmo, a ambição, a arte e os aprendizados da vida. O espetáculo, que integra a 2ª Mostra Prêmio Braskem de Teatro, conta uma história bem humorada que trata de aspectos da individualidade e coletividade dos seres, motivando crianças e adultos a uma reflexão sobre a consequência dos seus atos, conscientizando e educando pela arte. Dir.: Lucas Sicupira. Elenco: Bruna Simões, Daniel Marchi, Íris Faria, Leonardo Lacerda, Lucas Garboggini, Taciana Bastos, Tássia Gramacho e Yasmin Santana.
  • PACO E O TEMPO Sinopse: No palco, as aventuras de um menino que quer saber onde está o tempo e a partir disso se desenvolve a ação da peça. O tempo, sua relatividade, seus mistérios, e a efemeridade que são abordados no texto, aqui, na encenação, são metáforas para ilustrar a contemporaneidade, que implica provocar questionamentos sociais na criança e no jovem, afinal eles também são agentes modificadores da sociedade. Dir.: Guilherme Hunder. Elenco: Alex Brandão, Céia Correia, Fabiane Leal, Genário Neto, Hyago Matos, Izabella Vaz, Larissa Libório, Leonardo Teles e Sidnaldo Lopes.

DIREÇÃO

  • Fernanda Julia e Zebrinha, por Erê;
  • Elisa Mendes, por Ave de Areia;
  • Gil Vicente Tavares, por Sade;
  • Márcio Meireles e Lázaro Ramos, por Campo de Batalha;
  • Meran Vargens, por O Castelo da Torre.

ATOR

  • Danilo Cairo, por Bululú;
  • Felipe Benevides, por Canto Seco;
  • João Guisande, por Bululú;
  • Thalis Castro, por Por Que John Cage?;
  • Wanderley Meira, por Sade.

ATRIZ

  • Márcia Andrade, por Nossa Cidade;
  • Diana Ramos, por O Castelo da Torre;
  • Thais Laila, por Nossa Cidade;
  • Laura Sarpa, por Ave de Areia;
  • Mariana Freire, por Canto Seco.

TEXTO

  • Aldri Anunciação, por Campo de Batalha;
  • André Luis Silva, por Escavadores;
  • Gil Vicente Tavares, por Sade;
  • Hayaldo Copque, por Área Comum ou Os Cães Farejam o Medo;
  • Marcus Barbosa, por Efeito Werther.

REVELAÇÃO

  • Edielson de Deus, pela atuação em Esgoto de Deus;
  • Leonardo Teles, pela atuação em A Comédia Humana e Paco e O Tempo;
  • Monica Santana, pela atuação e criação em Isto Não é Uma Mulata;
  • Raissa Bonfim, pela atuação e criação em Ofélia;
  • Sandro Souza, pela direção em A Cidade do Circo dos Dias Iguais.

CATEGORIA ESPECIAL

  • A Outra Cia de Teatro, pela intervenção urbana em Ruína de Anjos;
  • Fernanda Bezerra, pela produção de Sade;
  • Irma Vidal, pela iluminação de Efeito Werther;
  • Ray Gouveia, pela trilha de Paco e o Tempo;
  • Rino Carvalho Inácio pelos figurinos de O Castelo da Torre, Sade, Canto Seco e Circo das Pulgas (este com a colaboração de Lucimaureen Agra).
Mostra reúne espetáculos indicados ao Prêmio Braskem de Teatro

A segunda edição da Mostra Prêmio Braskem de Teatro trará de volta, de 17 de março a 3 de abril, os oito espetáculos concorrentes em 2015 da mais tradicional premiação das artes cênicas baianas. Cada peça será encenada quatro vezes, em sete teatros e espaços culturais de Salvador. Fazem parte da Mostra Prêmio Braskem de Teatro, organizada pela Caderno 2 Produções e patrocinada pela Braskem e Governo do Estado, através do FazCultura, as peças: Bululu, Campo de Batalha, Castelo da Torre, Êre e Sade, além dos espetáculos infantojuvenis A Máquina que Dobra o Nada, O Pequeno Imperador e Paco e o Tempo. Os ingressos custarão de R$ 20 (inteira) a R$ 10 (meia entrada).

“Ao patrocinarmos a Mostra Prêmio Braskem de Teatro, através do Fazcultura, estamos fomentando e valorizando o trabalho de atores e técnicos baianos, além de oportunizar que milhares de pessoas possam conferir os espetáculos a preços populares”, destaca Helio Tourinho, gerente de Reações Institucionais da Braskem na Bahia. A cerimônia de entrega dos troféus do Prêmio Braskem de Teatro será realizada no dia 13 de abril, no palco principal do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Confira programação completa da 2ª Mostra Prêmio Braskem de Teatro

  • Espetáculo: Sade (Adulto)

Local: Teatro Martim Gonçalves (Escola de Teatro da Ufba – Av. Araújo Pinho, 292, Canela)

Data: De 17 a 20 de março

Horários: Quinta, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: 18 anos

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 5 categorias: Espetáculo Adulto, Diretor, Ator, Texto, Categoria Especial

Sinopse: Para encarnar os vários personagens que aparecem na história, os atores se desdobram num constante jogo de trocas e metalinguagem. Todos são parte das fantasias de Sade, cuja escrita cruzou as fronteiras daquilo que se evita falar: a sexualidade não-convencional, a violência, a loucura, a homossexualidade, a cultura do estupro, além de diversos questionamentos políticos sobre o período histórico conturbado que Sade viveu. Por tratar de temas que acabaram por incomodar a sociedade de sua época, Sade foi preso diversas vezes, até, ao final da vida, ser conduzido a um manicômio, onde passou os últimos dias de sua vida, entre encenações com os detentos e uma saúde fragilizada.

  • Espetáculo: A Máquina que dobrava o nada (Infantojuvenil)

Local: Teatro Isba (Av. Oceânica, 2717, Ondina)

Data: De 20 e 27 de março

Horários: Domingos, às 11h e às 16h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: Livre

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 1 categoria: Espetáculo Infantojuvenil

Sinopse: A peça gira em torno da amizade entre um garoto e um cientista, que juntos planejam criar uma máquina fantástica, capaz de dobrar o nada. Inspirada nos neologismos e poemas de Manoel de Barros, a história revela a busca incessante de um homem que luta contra a descriatividade resultante do envelhecimento.

  • Espetáculo: Bululu (Adulto)

Local: Teatro do Sesi

Data: De 24 a 27 de março

Horários: De quinta a domingo, às 20h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 3 categorias: Espetáculo Adulto, Ator com Danilo Cairo e João Guisande

Classificação: 14 anos

Sinopse: A montagem conta a saga de dois comediantes muito especiais: Amadeus (Danilo Cairo) e Bartolomeus (João Guisande), tão antigos como o próprio teatro, o que é o mesmo que dizer: tão antigos como a Terra. Acabaram de chegar a um lugar onde pensam realizar o seu oficio de cada dia, ou seja, representar. Preparam os seus instrumentos, as suas roupas e máscaras e decidem contar o famoso romance da Invenção do Mundo, inspirado no Grande Teatro del Mundo, de Calderón de La Barca.

  • Espetáculo: Castelo da Torre (Adulto)

Local: CFA – Centro de Formação em Artes (Rua do Saldanha, 14, Pelourinho)

Data: De 24 a 27 de março

Horários: Quinta, sexta, sábado e domingo, às 19h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: 16 anos

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 4 categorias: Espetáculo Adulto, Diretor, Atriz, Categoria Especial

Sinopse: O Castelo da Torre mostra a trajetória da família Garcia D’Ávila, cujo poder imperou na Bahia e no Nordeste Brasileiro do século XVI à metade do século XIX. O primeiro Garcia D´Ávila chega ao Brasil junto com Tomé de Sousa, e a família continua sua história no Brasil descendendo de Diogo Alvares Caramuru e a bela Catarina Paraguaçu, dois dos primeiros nomes da miscigenação que deu conta do povoamento desse país.

  • Espetáculo: Erê (Adulto)

Local: Teatro Vila Velha (Passeio Público, Av. Sete de Setembro, Campo Grande)

Data: De 24 a 27 de março

Horários: Quinta, sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: Livre

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 2 categorias: Espetáculo Adulto e Diretor

Sinopse: A atual montagem do espetáculo é mais política e questionadora, e traz à tona as diversas chacinas que tiveram como alvos jovens e crianças negras, como a da Candelária (RJ), Cabula (SSA), Vigário Geral (RJ), Favela Naval (Diadema-SP) e Acari (RJ). São tragédias que se abateram sobre a população negra do Brasil, muitas delas impunemente. ‘Erê’ questiona e pontua o porquê de meninos morrerem ainda ‘erês’ sem chegar a se tornarem velhos.

  • Espetáculo: Paco e o Tempo (Infantojuvenil)

Local: Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves, s/n – Centro)

Data: De 26 de março a 03 de abril

Horários: Sábados e Domingos, às 16h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: Livre

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 3 categorias: Espetáculo Infantojuvenil, Revelação e Categoria Especial

Sinopse: No palco, as aventuras de um menino que quer saber onde está o tempo e a partir disso se desenvolve a ação da peça. O tempo, sua relatividade, seus mistérios, e a efemeridade que são abordados no texto, aqui, na encenação, são metáforas para ilustrar a contemporaneidade, que implica provocar questionamentos sociais na criança e no jovem, afinal eles também são agentes modificadores da sociedade.

  • Espetáculo: Campo de Batalha (Adulto)

Local: Teatro Vila Velha (Passeio Público, Av. Sete de Setembro, Campo Grande)

Data: De 31 de março a 03 de abril

Horários: Quinta, sexta e sábado, às 20h e Domingo, às 19h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: 12 anos

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 3 categorias: Espetáculo Adulto, Diretor e Texto

Sinopse: Em uma suposta Terceira Guerra Mundial causada pela disputa das águas do planeta, dois soldados de corporações inimigas são surpreendidos pelo anúncio da suspensão temporária da guerra. Durante a pausa bélica, eles iniciam uma surreal aproximação que põe em risco a continuidade protocolar dos combates “oficiais”.

  • Espetáculo: O Pequeno Imperador (Infantojuvenil)

Local: Teatro Módulo (Av. Prof. Magalhães Neto, 1177, Pituba)

Data: 02 e 03 de abril

Horários: Sábado e domingo, às 11 e às 16h

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)

Classificação: Livre

Concorre ao Prêmio Braskem de Teatro em 1 categoria: Espetáculo Infantojuvenil

Sinopse: O texto passeia, de maneira muito lúdica, colorida, divertida e leve por diversas discussões sobre o respeito, a liberdade, o egoísmo, a ambição, a arte e os aprendizados da vida. Uma história bem humorada que trata de aspectos da individualidade e coletividade dos seres, motivando crianças e adultos a uma reflexão sobre a consequência dos seus atos, conscientizando e educando pela arte.