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Ateliê de Coreógrafos Baianos apresenta espetáculo presencial de dança “Outro Céu”

O espetáculo de dança Outro Céu marca a volta aos palcos de Salvador, pela segunda vez em 2021, do Ateliê de Coreógrafos Baianos e desta vez de forma presencial. A nova montagem do coreógrafo Guego Anunciação estreia no próximo dia 28 (quinta-feira), às 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, com apresentações gratuitas também na sexta-feira (dia 29), às 20h, e duas sessões no sábado (dia 30), às 16h e 20h.

O coreógrafo convidado desta segunda etapa do Ateliê de Coreógrafos Baianos em 2021, Guego Anunciação, conta que Outro Céu é uma obra de dança que convoca a coletividade para lutar e encontrar um refúgio em comum. “O processo de criação visa experimentar e construir pulsões de vida em coletivo a partir de temporalidades poéticas provindas do agrupamento com o outro e da interseção dinâmica desse encontro”, avalia o coreógrafo baiano.

Outro Céu é sobre o devir, o esgotamento de tudo que vivemos para possibilitar o novo. A força do coletivo, do coro e do uníssono vão evidenciando uma dança que se interessa em construir pulsões de vida a partir da coletividade. É sobre luta e êxtase coletivo”, complementa Guego. Outro Céu é uma realização da Nace – Núcleo de Ações Culturais Estratégicas, viabilizado através do patrocínio do Viva Cultura, da Prefeitura Municipal de Salvador. O espetáculo tem assistência de direção de Flávia Rodrigues e traz no elenco os artistas da dança Cami Carvalho, Joely Pereira, Ícaro Ramos, Alice Rodrigues, Marcos Ferreira e Ruan Wills.

Com concepção e direção artística da bailarina e gestora cultural Eliana Pedroso, a ideia do ateliê baiano, inspirado no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros (2002 a 2006), é valorizar e movimentar a cena performática no estado, montando espetáculos que deem oportunidades para que os artistas da dança possam ocupar a cena na capital baiana sempre em consonância com os objetivos do projeto.

“Atuei como bailarina metade da minha vida. Portanto, tenho enorme prazer em retomar os projetos artísticos da nossa empresa, na presença de quem alimenta a nossa arte, o público, privilegiando o Ateliê de Coreógrafos Baianos. Através de patrocínio privado, o projeto oferece aos artistas envolvidos uma sólida estrutura de produção que permite o exercício da criatividade em sua plenitude, e instala um ambiente de diálogo artístico com a meta de estrear um espetáculo, cuja linguagem principal é a dança, nos palcos de Salvador”, detalha Eliana Pedroso.

Devido à pandemia a capacidade máxima da Sala do Coro para cada apresentação será de apenas 65 pessoas. Para ter acesso ao espaço, será obrigatório a apresentação do cartão de vacinação e o uso de máscara.

Serviço:

O quê: Espetáculo de dança Outro Céu – Ateliê de Coreógrafos Baianos 2021

Quando: quinta-feira (dia 28) e sexta-feira (dia 29), às 20h; e sábado (30/10), às 16h e às 20h

Onde: Sala do Coro do do Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador)

Quanto: Ingresso gratuito

Mais informações: (71) 99622-1871

Graciliano Ramos será o homenageado da FLIPELÔ 2021 em Salvador
Graciliano Ramos será o homenageado da FLIPELÔ 2021 em Salvador

O escritor Graciliano Ramos será o homenageado da Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ 2021, que acontece em Salvador, de 17 a 21 de novembro. Esta edição do evento, que é realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com o Sesc, será realizada de forma híbrida e gratuita, com uma programação virtual e presencial, para pessoas de todas as idades. Apesar de ter nascido em Alagoas e vivido no Rio de Janeiro, Graciliano Ramos (1892-1953), autor do célebre romance Vidas Secas, tinha grande amizade com o escritor baiano Jorge Amado (1912 – 2001).

A Festa, que enaltece a literatura, beneficiará diretamente a comunidade do Pelourinho, no Centro Histórico da capital baiana, contribuindo para o fomento do comércio local, o turismo e as atividades produtivas de todo o sítio histórico, além de movimentar e promover o mundo da literatura. A programação prevê a realização de debates presenciais que contarão com a transmissão em tempo real no canal e redes socais do evento, com escritores internacionais do Equador, México, Porto Rico, Angola, São Tomé e Príncipe e Moçambique, com escritores que representam as diversas regiões do país e uma presença importante de escritores vindos do interior da Bahia.

Na Arena do Teatro Sesc-Senac Pelourinho será instalado um painel de LED que funcionará como uma central de transmissão, onde o público poderá assistir o que está sendo exibido no canal da FLIPELÔ em tempo real. Espetáculos e contações de histórias que serão exibidos no canal do YouTube da FLIPELÔ, e uma ampla programação infantil com oficinas e ações formativas. Recitais de poesia, lançamentos de livros, espaço das Editoras Baianas, a presença da livraria oficial do evento – a LDM, Praça do Cordel e uma programação especial para comemorar o Dia da Consciência Negra.

A FLIPELÔ 2021 ainda promoverá a Rota Gastronômica Amados Sabores, da qual participam restaurantes e bares do Centro Histórico, criando pratos com o tema Amado Sertão – Comida Sertaneja da Bahia, inspirado no livro A Cozinha Sertaneja da Bahia, de Guilherme Radel. A programação do evento ainda terá a Rota das Artes, com exposição de obras de arte de artistas visuais que atuam no Centro Histórico, vivem e têm ateliês no local.

Graciliano Ramos será o homenageado da FLIPELÔ 2021 em Salvador
Fotos: Elói Corrêa/GOVBA

Acesso facilitado

Todos os eventos da FLIPELÔ 2021 que acontecerem em espaços culturais públicos ou privados terão o acesso condicionado ao passaporte de vacina, com comprovação das duas doses. Será exigido o uso de máscaras e aferição da temperatura. Um apoio significativo está sendo programado para possibilitar a acessibilidade a portadores de deficiências. A maior parte dos eventos terá audiodescrição e tradução de libras.

Monitores de Turismo e guias de turismo filiados a Associação dos Guias Turísticos da Bahia irão orientar o público. Na Estação de Metrô do Campo da Pólvora, a ação “Vá de Metrô para a FLIPELÔ” vai disponibilizar vans que farão o traslado gratuito da estação até o Taboão. Para quem, p´referir ir de carro, os estacionamentos da região que terão tarifa única de R$ 15. A Festa Literária Internacional do Pelourinho – FLIPELÔ 2021 é uma produção da Sole Produções.

Espetáculo "O Beijo no Asfalto" ganha versão teatral baiana no YouTube
Espetáculo “O Beijo no Asfalto” ganha versão teatral baiana no YouTube

Estreia neste sábado (dia 16) a versão baiana para o espetáculo O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues (1912-1980). A montagem teatral da A Última Companhia de Teatro tem direção de Celso Jr. e será exibida gratuitamente no canal da companhia no YouTube por tempo limitado. A peça faz uma analogia do enredo original escrito em 1961, com a contemporaneidade das “Fakes News”, quando o personagem principal Arandir, interpretado pelo ator Igor Epifânio, é envolvido numa trama sórdida até a sua destruição.

Nesta versão, o espetáculo teatral se adapta ao audiovisual, mas sem perder a teatralidade da narrativa trágica de Nelson Rodrigues. “A gente optou por não naturalizar demais e sim teatralizar. Isso obviamente está refletido tanto na cenografia, na Iluminação de João Sanches, nos figurinos de Roberto Laplane, na própria direção e na movimentação de cena, é muito teatral, é muito trágico. Ao mesmo tempo, a gente consegue renovar a obra de Nelson, imprimindo o sotaque baiano”, afirma o diretor Celso Jr. Ele explica, ainda, que “embora a gente acredite que vá fazer a peça com plateia presencial no ano que vem, essa versão foi pensada especificamente para gravação audiovisual”.

O ator Igor Epifânio ressalta o desafio da construção desta nova versão de O Beijo no Asfalto. “Nelson Rodrigues é um dramaturgo clássico e quem estuda Artes Cênicas de alguma maneira já o viu. Ele tem uma mão bem característica, bem original. É muito bom fazê-lo. Ele traz essa teatralidade da vida, que é mais construída, mais pensada e que eu acho muito interessante. Como ator, é um desafio sempre bom pensar o que você pode acrescentar de novo para a versão”, garante.

Para o ator, o contexto da pandemia, das fake news, o excesso de informação e até a forma como isso tudo nos afeta, o ajudaram na defesa do seu personagem. “Para mim o desafio maior foi expor esse Arandir que eu estava enxergando agora, pós pandemia, no meio de todo esse caos que estamos vivendo e o quão desprotegidos estamos ou até despreparados para fazer alguns comentários sem pensar, mas que vão reverberar negativamente na vida da gente e de outras pessoas”, analisa Igor Epifânio.

Além de Igor e do diretor Celso Jr. que também contracena no espetáculo, estão no elenco os atores: Camila Castro, Luiz Pepeu, Alexandre Moreira, Fernanda Paquelet, Meniky Marla, Igor Nascimento, Thauan Vivas, Beatriz Alsanti, Isabela Silveira e Tiago Querino. Essa montagem do espetáculo O Beijo no Asfalto é fruto do Edital Gregórios Ano II, de 2019, promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos. “Esse projeto previa a montagem de duas peças, a primeira foi A Última Virgem, que estava em cartaz quando veio a pandemia e a gente teve que interromper depois de apenas cinco apresentações e fazia parte também do projeto a montagem de O Beijo no Asfalto, que precisou ser pensada para o audiovisual”, ressalta Celso Jr.

Serviço:

O quê: Espetáculo O Beijo no Asfalto – A Última Companhia de Teatro

Quando: A partir das 23h59 deste sábado (dia 15)

Onde: no canal da A Última Companhia de Teatro no YouTube

Quanto: Exibição gratuito, mas por tempo limitado

Ouça abaixo a entrevista do diretor Celso Jr e do ator Igor Epifânio no episódio #18 do podcast Destaques da Semana

Mostra de Cinemas Negros promove oficinas gratuitas de produção audiovisual
Mostra de Cinemas Negros promove oficinas gratuitas de produção audiovisual

Estão abertas até o dia 15 de outubro as inscrições para as oficinas gratuitas de Produção Audiovisual promovidas pela Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba – Olhares Periféricos. A edição especial tem parceria com a Globo e oferece aulas de Direção, Produção Audiovisual de Impacto Social, Produção Criativa, Roteiro, Direção de Arte, Som, Direção de Fotografia e Produção Audiovisual com celular. A ficha de inscrição on-line está no link: https://bit.ly/OficinasMIMB.

Os encontros acontecem de 26 de outubro a 5 de novembro, de maneira remota, e serão conduzidos por Jeferson De, Joyce Prado, Marise Urbano, Naina de Paula, Naymare Azevedo, Marcelo Lima, Amanda Lima e Fabíola Silva. As oficinas terão como resultado filmes de 1 minuto, que participam de um concurso com votação popular na segunda fase da formação.

Uma das idealizadoras e diretora geral da Mostra, Daiane Rosário explica a escolha pelo foco no laboratório. “Entendemos que a formação é o principal pilar para mudança social. Lançar um edição voltada para atividades formativas foi o caminho que encontramos para  capacitar novos agentes negros e prepara-los para o mercado de cinema e audiovisual. Precisamos de espelhos na frente e por trás das telas”, argumenta.

A Mostra leva o nome do professor Mahomed Bamba, pesquisador fundamental sobre cinemas negros e diaspóricos, nascido na Costa do Marfim e radicado no Brasil, onde viveu por mais de 20 anos tendo falecido em 2015. Bamba foi um grande mestre que inspirou e inspira a luta por cinemas de representações plurais dos corpos negros.

A edição da Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba – Olhares Periféricos tem patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, do Fundo Nacional da Cultura por meio do Ministério do Turismo com apoio financeiro da Novelis, tendo como parceiros e apoiadores a Wolo TV, Globo, VideoCamp, TVE Bahia, Hub Cultural, Olivieri Consultoria Jurídica, Rede Educare e Janela do Mundo.

Serviço:

O quê: Oficinas de Produção Audiovisual da Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba – Olhares Periféricos

Quando: Inscrições até 15 de outubro. Aulas virtuais de 26 de outubro a 5 de novembro

Onde: ficha de inscrições disponível pelo link https://bit.ly/OficinasMIMB

Mais informações: www.mimb.com.br

Quanto: Gratuito

Mostra na Pinacoteca de São Paulo celebra os 35 anos de carreira da artista Rosângela Rennó - Foto: Eduardo Brandão
Mostra na Pinacoteca de São Paulo celebra os 35 anos de carreira da artista Rosângela Rennó

A Pinacoteca de São Paulo celebra os 35 anos de carreira da artista plástica mineira Rosângela Rennó com uma mostra panorâmica que reúne cerca de 130 obras entre 1987 e 2021. A exposição Pequena ecologia da imagem apresenta os principais argumentos que a artista desenvolveu em torno da “fotografia expandida”, aquela que extrapola a criação de imagens autorais e inclui seus processos técnicos e sociais. Além de obras que pontuam toda essa trajetória, a curadora Ana Maria Maia incluiu trabalhos que serão vistos pela primeira vez e um projeto comissionado pela Pinacoteca.

O ineditismo no Brasil fica por conta da instalação Eaux des colonies (2021), resultado da residência artística de Rosângela Rennó em Colônia, na Alemanha, e a série Seres notáveis do mundo (2014-2021), produzida em Las Palmas, na Espanha. Ainda faz parte da seleção, a videoinstalação Terra de José Ninguém (2021), uma reunião de videoaulas distribuídas pela igreja católica, em 1980, referente a luta do cidadão comum pelos direitos políticos e civis, que foi comissionada pela Pinacoteca de São Paulo para esta exposição. Também ganham ênfase os trabalhos Realismo fantástico (1991); Série Vermelha (Militares) (2000) e Arquivo Universal (1992).

A mostra adota trabalhos de linguagens diversas, das fotografias às coleções, objetos, instalações e obras audiovisuais que estarão distribuídas em três salas no quarto andar da Pinacoteca Estação, na região da Santa Ifigênia, em São Paulo. Apesar da variedade de suportes, há um direcionamento para o modo como a artista observou e comentou um imaginário histórico brasileiro e suas persistências no presente. A organização expositiva abandona a cronologia para uma apresentação com bases nos assuntos tratados de forma persistente e reincidente no decorrer da sua trajetória.

“A artista considera a fotografia um pretexto para se questionar os arquivos, as narrativas e as relações de poder que fazem algumas imagens existirem e circularem, enquanto tantas outras permanecem invisíveis e, portanto, esquecidas. Nesse sentido, embora a linguagem fotográfica seja de fato predominante enquanto suporte e assunto em seu trabalho, ela aparece de forma expandida, o que envolve assumir seus bastidores, fazer críticas e desconstruções; entrelaçá-la a textos, máquinas, objetos e coleções”, resume a curadora Ana Maria Maia.

Serviço:

O quê: Exposição Pequena ecologia da imagem – Mostra panorâmica da artista Rosângela Rennó

Quando: visitação de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h até o dia 7 de março de 2022

Onde: Pinacoteca Estação (Largo General Osório, 66, Santa Ifigênia, São Paulo-SP)

Quanto: ingressos gratuitos, com reserva pelo site www.pinacoteca.org.br

Teatro Castro Alves lança programa de visitas educativas ao complexo cultural baiano - Foto: David Glat
Teatro Castro Alves lança programa de visitas educativas ao complexo cultural baiano

A Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA) lança o TCA de Perto – Programa de Visitas Educativas no Teatro Castro Alves. O complexo cultural baiano vai abrir suas portas a partir desta quarta-feira (dia 6), para compartilhar com baianos e turistas toda a memória do principal equipamento cultural de Salvador. As visitas poderão ser agendadas de terça a sábado, das 9h às 16h e têm o limite de até 10 pessoas por grupo. Os agendamentos já podem ser feitos gratuitamente, pelo site www.amigostca.org.br/tcadeperto.

Para entrar no Complexo do TCA, é preciso comprovar ter tomado as duas doses de vacina contra a Covid-19 ou dose única, mediante apresentação do documento de vacinação fornecido no momento da imunização ou do Certificado de Vacinação, obtido através do aplicativo ConecteSUS, do Ministério da Saúde. O acesso só será autorizado após a aferição da temperatura, que deverá estar abaixo de 37,5°C. Além disso, outros protocolos de prevenção à disseminação da Covid-19 deverão ser cumpridos, como: uso de máscara facial (cobrindo boca e nariz) e higienização das mãos com álcool em gel 70%.

Com a mediação de educadores que foram capacitados especialmente para atender aos visitantes, grupos serão conduzidos em roteiros para adentrar nas histórias e compreender a estrutura, arquitetura e aspectos históricos do Teatro Castro Alves. Estes roteiros de visitação, que possuem duração de cerca de 1h, são construídos com diversos módulos, considerando as expertises diversas das identidades, vivências e áreas de conhecimentos dos educadores. Os principais pontos deste roteiro são: Sala Principal, Concha Acústica, Foyer, Centro Técnico, Sala do Coro, Esplanada e os corpos artísticos, Balé Teatro Castro Alves e Orquestra Sinfônica da Bahia.

Ocupação Mobiliário-Memória

Em conjunto com a abertura das visitas do projeto TCA de Perto, na terça-feira (dia 5), acontece o lançamento da ocupação Mobiliário-Memória, no foyer do TCA, que consiste em uma série de mobiliários feita a partir de reminiscências de cenários que já ocuparam diversos espaços do Teatro Castro Alves como: os palcos, ateliês e corredores. O mobiliário, concebido pela RMota Cenografia e construído com a expertise em engenharia do espetáculo do Centro Técnico do TCA, é composto, por exemplo, de uma poltrona construída a partir de material do cenário da reinauguração da Concha Acústica em 2016, ou uma cadeira feita com madeira antiga do palco da Sala do Coro de antes da reforma, em 2018.

O conceito de mobiliário-memória, que faz parte do programa de visitação do complexo, dialoga com a proposta do TCA de Perto de dar protagonismo a uma atividade tão fundamental para o teatro, que é a cenotecnia. O projeto tem realização da ATCA em parceria com o Teatro Castro Alves e seus corpos artísticos: Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e o Centro Técnico. O TCA de Perto é um projeto contemplado no Programa Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural, que consiste em uma campanha de financiamento coletivo junto ao BNDES e ao site Benfeitoria. Em 2020, foi realizada uma arrecadação com a sociedade civil, seguida da contrapartida financeira do Programa.

Serviço:

O quê: TCA de Perto – Programa de Visitas Educativas no Teatro Castro Alves 

Quanto: Ingresso gratuito. Limite de até 10 pessoas por grupo de visita. Agendamento no site: www.amigostca.org.br/tcadeperto  

Quando: A partir de 6 de outubro, de terça a sábado, das 9h às 16h.

Atriz Zeca de Abreu celebra 30 anos de carreira com espetáculo “A Filha da Monga” - Foto: Gabrielle Guido
Atriz Zeca de Abreu celebra 30 anos de carreira com espetáculo “A Filha da Monga”

A atriz Zeca de Abreu celebra seus 30 anos de carreira com a encenação do espetáculo A Filha da Monga, no Domingo no TCA, projeto dominical do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O monólogo, que marca a formatura da artista na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem texto inédito e direção assinados por Luiz Marfuz. A exibição acontece neste domingo (dia 26), às 11h, no canal do TCA no YouTube e, por conta da classificação indicativa, às 22h, na TVE Bahia. A peça poderá ser assistida no YouTube do TCA até o dia 29 de setembro, quarta-feira.

A Filha da Monga nasceu na formatura de Zeca, resgatando um ciclo interrompido há três décadas, quando a artista deixava a graduação na UFBA para integrar elencos de peças profissionais. O espetáculo solo traça a história de uma jovem que é obrigada pelo padrinho a trabalhar num parque de diversões no papel da mulher que vira monstro, a Monga, seguindo os passos da mãe. Ela tenta quebrar essa cadeia de sucessão para poder viver os ritos de passagem de sua vida na infância, na adolescência e na vida adulta. Para isso, precisará enfrentar a hostilidade dos homens que, antecipadamente, reservaram um papel para ela. Entre a realidade e a imaginação, a trama percorre a jornada de afetos da história dessa mulher.

“A peça procura tocar algumas questões incômodas que atravessam temas e instituições como a escola, a família, a religião, a psiquiatria, a sexualidade, a violência doméstica e a indústria de entretenimento. Trata-se, no fundo, da reconstituição da jornada de afetos e agruras de uma mulher”, conta Luiz Marfuz, que escreveu a obra especialmente para Zeca após um pedido da atriz que aconteceu três anos atrás. Naquela época, os dois se reuniram, Marfuz escreveu algumas cenas, mas a história não avançava muito. Foi então que, em dezembro de 2020, já durante a pandemia, o projeto foi retomado.

“Escrevi o texto entre janeiro e março deste ano, a maior parte em Coaraci, minha cidade natal. Foi aí que me veio a lembrança da Monga, fenômeno que sempre acompanhei nos circos e parques de diversões do interior e que me intrigava muito. Eu ficava fascinado por aquela transformação e só mais tarde vim a saber que era um truque de espelho, que mulher nenhuma virava monstro”, ressalta Luiz Marfuz.

Para Zeca de Abreu, é uma estreia especialmente simbólica, pois marca o seu retorno à Escola de Teatro depois de uma carreira artística consolidada, premiada como atriz e diretora, com dezenas de trabalhos em teatro, cinema e televisão. “Estou ao mesmo tempo completando 30 anos de carreira e me formando no curso de Interpretação Teatral na Universidade Federal da Bahia. Me formar tem muitos significados. Voltei a estudar porque acredito que a vida é um eterno aprendizado”, comenta Zeca. Explorando o diálogo entre o teatro e a linguagem audiovisual, A Filha da Monga foi ensaiada remotamente e gravada no Galpão Wilson Melo, no Forte do Barbalho, em Salvador.

O espetáculo tem direção musical de Luciano Salvador Bahia, cenário de Zuarte Júnior, figurino de Maurício Martins, desenho de luz de Fernanda Paquelet, preparação vocal de Iami Rebouças, assistência de direção de Mateus Schimith, Lucas Modesto e Ícaro Bittencourt, câmera de Hilda Lopes Pontes, Klaus Hastenreiter  e Thiago Duarte, montagem de Klaus Hastenreiter, roteiro audiovisual de Luiz Marfuz e Lucas Modesto, produção executiva de Gabrielle Guido, coordenação de produção de Luiz Antônio Sena Jr, além da participação em voz off dos atores e atrizes Aicha Marques, André Tavares, Edu Coutinho, Iami Rebouças e Kaika Alves. O projeto é uma realização da Escola de Teatro da UFBA e da Ouroboros Companhia de Investigação Teatral.

Serviço:

O quê: Espetáculo “A Filha da Monga” no projeto Domingo no TCA

Quando: domingo (dia 26), às 11h no YouTube do TCA e às 22h na TVE Bahia

Quanto: Ingresso gratuito

Classificação: 14 anos