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Cantora Fabiana Santiago lança EP autoral com sua Música Nordestina Brasileira
Cantora Fabiana Santiago lança EP autoral com sua Música Nordestina Brasileira

Após 20 anos de carreira como intérprete, a cantora paulista, radicada em Petrolina-PE, Fabiana Santiago, resolveu que era hora de se aventurar como compositora. O resultado é o EP autoral Florescer, que já está disponível nas principais plataformas digitais. “Eu fui cobrada durante muito tempo de ter meu trabalho autoral e me cobrava também por isso, mas eu fui entendendo que não era hora. Em 2020, fomos surpreendidos pela pandemia e isso me fez entender que, mais do que nunca, eu precisava me mostrar. Minha trajetória inteira é como intérprete, mas eu precisava realmente cantar aquilo que eu sentia, aquilo que me move e eu acredito que o EP Florescer veio na hora certa”, destaca.

No álbum, Fabiana Santiago reforça sua alma nordestina, mas sem deixar de flertar com ritmos que vão da MPB à Salsa, Merengue e Lambada, influências que vêm da infância, quando ouvia sua mãe, fã de músicas latinas, cantar. Fabiana batizou essa mistura rítmica de MNB – Música Nordestina Brasileira. “Eu tenho uma ligação muito forte com a cultura nordestina por viver no Nordeste e uma paixão por esses ritmos quentes, pela salsa, pelo tango, pelo bolero e eu não tinha como me desligar disso mesmo fazendo um trabalho altamente nordestino”, ressalta a cantora e compositora.

Deixa é uma das canções que estão nesse EP, que tem essa pegada completamente latina. Tem essa mistura de salsa, do merengue e o que eu não quis que ficasse de fora em nenhuma das canções eram os símbolos e signos nordestinos. Falei ‘essa canção ela vai ter uma sanfona que é para ter a nossa raiz, a nossa marcação’. Porém, o ritmo dela inteiro é essa mistura da salsa, da lambada, do merengue, de cumbia também”, explica Fabiana.

Entre as músicas compostas para o álbum Florescer, Fabiana quis gravar duas canções de outros autores. “Junho, julho, agosto e setembro foram os meses que eu compus as canções do EP. No entremeio, eu decidi queria gravar uma canção de Geraldo Azevedo e Moraes Moreira, que é Petrolina e Juazeiro, porque eu tenho uma identificação incrível com ela e com a nossa região e também pedi a um parceiro meu de festivais, Zé Beto Correia, uma canção e aí ele me mandou Palavra de Mulher”, conta a artista.

Nos planos para o futuro, a cantora e compositora Fabiana Santiago espera poder apresentar o álbum Florescer de forma presencialmente, assim que a pandemia possibilite. “Eu pretendo lançá-lo ao vivo e a cores, num show bem lindo para nossa região e quem sabe para o mundo. Os sonhos são muitos. Os planos para o futuro são gigantes, mas tudo vai depender desse nosso processo de se libertar desse vírus e dos projetos que virão depois também. As oportunidades, os editais, mas a princípio o desejo é expandir o Florescer“, ambiciona Fabiana.

Escute a entrevista exclusiva com Fabiana Santiago no 4º episódio podcast Destaques da Semana por Rafael Veloso, de 9 de julho, a partir do minuto 14:51.

Jornalista Ricardo Ishmael lança segundo livro infantojuvenil e já prepara outras duas publicações
Jornalista Ricardo Ishmael lança segundo livro infantojuvenil e já prepara outras duas publicações

O jornalista, apresentador de TV e escritor, Ricardo Ishmael, vai lançar seu segundo livro infantojuvenil, O Menino de Asas Invisíveis. A obra é uma das três, que Ishmael produziu neste período de distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19. O livro terá lançamento virtual no dia 6 de agosto (sexta-feira), às 19h, numa live no Instagram do autor (@ricardoishmael), que contará com a participação do ilustrador George Lopes e de outros convidados.

“A pandemia, se por um lado me angustiou e ainda angustia todos nós, por outro ela me inspirou para que eu pudesse escrever e refletir sobre meu lugar no mundo, sobre o meu papel enquanto contador de histórias, enquanto alguém que se propõe a narrar de forma ficcional. Meu processo criativo se deu de uma forma muito intensa durante a pandemia, criei bastante, lancei dois livros e escrevi um terceiro”, ressalta o escritor.

O Menino de Asas Invisíveis, publicação da Mojubá Editora, narra as aventuras de Hadouk, um menino negro em busca da própria história. Criado pela centenária bisavó, a “Bisa Bargé”, Hadouk viaja na imaginação até chegar à terra mãe, ao continente dos seus antepassados. “No fundo eu queria falar da ancestralidade, de como é importante estarmos conectados com as nossas origens, com nossas raízes e em sendo um menino preto eu conecto com a sua ancestralidade. Por isso, as asas invisíveis, por isso imaginar esta criança viajando na fantasia até a África e assim, reencontrando com seus antepassados, que são rainhas e reis africanos”, explica.

Novamente, Ricardo traz para seus livros temas sociais contemporâneos e presentes no universo infantojuvenil. “Além da ancestralidade, eu também queria falar de outras questões, como os muitos arranjos familiares, tanto que no livro o personagem Hadouk vive com a sua bisavó, este é núcleo familiar. Queria falar também sobre como lidar com a morte, como lidar com a perda, como tratar este assunto junto as crianças, já que em determinado momento da história Hadouk terá que enfrentar a partida da Bisa Bargé. Eu quis trazer essa reflexão para o diálogo com as crianças”, conta.

O Menino de Asas Invisíveis é o terceiro livro de Ricardo Ishmael. O primeiro foi o livro de contos O Curioso Destino de Rita Quebra-Cama, o segundo foi o também infantojuvenil A Princesa do Olhinho Preguiçoso, lançado em agosto de 2020, e que concorre como melhor livro infantojuvenil no Prêmio Jabuti, principal premiação literária do país.

Ainda este ano, Ricardo vai lançar outro livro infantojuvenil, Deu a Louca na Bicharada, também pela Mojubá Editora. Para 2022, o escritor pretende lançar o seu primeiro romance, Um Canto de Amor para Darlene, obra de ficção inspirada na história real da travesti cearense Dandara Kettley.

Ricardo Ishmael conversou comigo sobre o lançamento de O Menino de Asas Invisíveis. Contou um pouco sobre o seu processo criativo e falou sobre os próximos lançamentos já em vista. Ouça a entrevista exclusiva no podcast Destaques da Semana desta sexta-feira (dia 9)

Serviço:

O quê: Lançamento do livro O Menino de Asas Invisíveis, de Ricardo Ishmael

Quando: sexta-feira (dia 6/08), às 19h

Onde: Instagram @ricardoishmael

Vendas on-line: mojubaeditora.com.br

Loja física: Livraria Escariz – Shopping Barra

Primeiro Festival Universitário de Cinema da Bahia exibe 50 filmes gratuitamente
Primeiro Festival Universitário de Cinema da Bahia exibe 50 filmes gratuitamente

Começa nesta quinta-feira (dia 14) e vai até a próxima segunda-feira (dia 18) a primeira edição do Festival Universitário de Cinema da Bahia. Serão exibidos gratuitamente no Circuito Saladearte de Cinema, em Salvador, durante cinco dias, 50 produções de oito estados classificadas para a mostra. O festival irá premiar com R$12 mil os três primeiros colocados da Mostra Competitiva e nas premiações especiais Júri Popular e Prêmio Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV). Confira entrevista exclusiva com o professor universitário e diretor cinematográfico, Max Bittencourt, idealizador do festival.

Rafael Veloso (RV) – Como surgiu a ideia do Festival Universitário de Cinema da Bahia?

Max Bittencourt (MB) – Surgiu há muito tempo. Desde que me tornei professor universitário de disciplinas de produção audiovisual percebo um número crescente de jovens talentosos e cheios de vontade de fazer filmes. Mas depois de finalizados, os filmes não tinham uma vitrine para divulgação. O festival chegou para preencher essa lacuna, além de divulgar os bons filmes, é um grande incentivo aos cineastas iniciantes.

RV – Quantas inscrições o festival recebeu nesta primeira edição? Como foi o processo de escolha dos 50 filmes selecionados para participar do mostra?

MB – Foram quase 100 filmes e foram escolhidos por mim e mais cinco profissionais de audiovisual, entre realizadores, acadêmicos e profissionais da área, que utilizaram os seguintes critérios para avaliação dos filmes: originalidade, inovação, roteiro, desenvolvimento do tema e direção.

 RV – Além da exibição dos filmes selecionados, o que mais terá na programação do festival deste ano?

MB – Teremos as mesas redondas “Novas formas de produção” e “Curta em Todas as Telas – Difusão e Distribuição do Conteúdo de Curta Duração”. Teremos também encontro com diretores para discutir temas como Cinema por Celular, Cinema e Baixo Orçamento e Suportes de captação e novas formas de exibição, oficinas de Cinema por Celular e Roteiro de Ficção.

RV – Como o senhor avalia a produção audiovisual brasileira e particularmente a baiana?

MB – Precisaria de muitas linhas para avaliar a produção audiovisual brasileira. Mas, o Brasil é muito grande e diversificado, oferecendo uma variedade enorme de temas e isso facilita a produção para cinema e TV. Não é difícil encontrar pessoas, assuntos e formatos. No entanto, ainda falta incentivo e canais de exibição. A Bahia tem muita gente talentosa que tem o que dizer e mostrar, e precisa ser vista, seja na TV ou no cinema. A produção local é diversificada, inteligente e bem-humorada. Alguns jovens cineastas baianos vêm trilhando um caminho bonito, mas de muito trabalho e persistência. Acho que é por aí mesmo.

 RV – O que falta para que novos nomes surjam no cenário audiovisual?

MB – Produzir um filme hoje em dia talvez não seja a tarefa mais difícil. O grande problema começa quando o filme está pronto e o realizador, muitas vezes não tem como exibi-lo. Faltam canais de exibição. O festival chegou para preencher esse espaço, possibilitando que o jovem diretor universitário já produza com a certeza de que seu filme será visto. Se houver mais incentivo e lugares de exibição para esses filmes, mais pessoas se sentirão estimuladas a produzir. Muita gente boa apareceu assim.

 RV – O senhor acha que falta mais apoio governamental e da iniciativa privada? É a favor de editais de fomento a produção audiovisual?

MB – Sou a favor, sim. Acho que deveriam sair mais editais que contemplem todo tipo de produção, nos mais variados formatos e temas. O que vejo muitas vezes é que os editais privilegiam produções com temáticas específicas, não deixando livre essa questão. A arte e a cultura sempre estarão carentes de mais incentivo. O governo pode facilitar criando mais leis de incentivo. Se não for assim, a iniciativa privada não se manifestará em relação a isso.


Primeiro Festival Universitário de Cinema da Bahia exibe 50 filmes gratuitamente
O professor Max Bittencourt, criador do 1º Festival Universitário de Cinema da Bahia (Foto: Divulgação)

Serviço

O quê: 1º Festival de Cinema Universitário da Bahia

Quando: de 14 a 18 de outubro

Onde: Circuito Saladearte de Cinema (Salvador)

Quanto: ingresso gratuito

Informações: www.festivaluniversitario.wordpress.com

Entrevista: Roberto Nunes
Por Rafael Veloso*

 

Natural de Maceió-Al, o jornalista Roberto Nunes, formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), diz que a escolha pelo jornalismo veio em decorrência da família. “Meus dois irmãos são músicos e meu pai jornalista. Sempre gostei de ler”, revela.
Já tendo passagem pelo rádio em 1992 – quando trabalhou durante um ano, na Central Brasileira de Notícias (CBN), como rádio-escuta e produtor, resolveu escolher o jornalismo impresso por considerar o “mais completo”.
Em Salvador desde 1990, Nunes trabalhou no jornal Tribuna da Bahia até 1993, no Bahia Hoje e no Correio da Bahia – onde ficou por seis anos, saindo no ano passado. “Nenhum veículo baiano é neutro”, declara.
Já passou por várias editorias, em sua carreira. Atualmente no jornal A Tarde, Roberto Nunes é repórter do caderno de veículos. “É uma novidade pra mim. Estou satisfeito por causa do desafio. Depois que comecei a trabalhar com automóveis tive que ler mais e consultar sites especializados”, comemora.
Sobre a imprensa baiana, Roberto diz que temos poucos jornais e fala sobre a reestruturação que o jornalista Ricardo Noblat, vem implementando no A Tarde, como a proposta de aumentar a jornada de trabalho de cinco horas diárias para sete horas. A média salarial no jornal é de R$ 1.200,00. Pouco superior à média das demais empresas, que é de R$ 800,00.
A partir de janeiro de 2004, os repórteres e editores de A Tarde terão que ter exclusividade ao jornal.
Sobre novas tecnologias, o jornalista diz que “novidade sempre é bom”, mas preocupa-se com a comodidade que o computador pode provocar. “Antes se apurava da fonte, hoje se apura da Internet”, sentenciou.
Questionado sobre a criação de um conselho de ética para a profissão, o jornalista se diz a favor, lembrando casos recentes de profissionais que forjaram informações. “O profissional tem de ser ético. Respeitar a notícia. A ética deve ser o anjo e a sua sombra”, filosofa. Sobre a proliferação de faculdades de comunicação, se revela temeroso sobre a absorção desses novos jornalistas pelo mercado de trabalho.
Quanto a não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão, Nunes é contra, mas faz uma ressalva. ¿Editorias técnicas tem de ser feita por pessoas especializadas. Em quatro anos você não será um bom repórter – jornalista. Eu fiz uma universidade federal e ainda entrei verde na profissão. Para você ser aceito precisa ter um bom texto. Um jornal como o A Tarde, ninguém será selecionado porque é filhinho de um político influente”, afirma.
Em relação ao futuro profissional, revela que até tem vontade de sair do país. Aconselha os estudantes de jornalismo de que: “o dia a dia é muito bom, mas tem que ter pé no chão, apesar do ser humano viver de sonhos. Você ler sua matéria e dizer que esta legal é a certeza do papel cumprido”, orgulha-ser.

*Entrevista realizada no dia 13 de maio de 2003. Colaboraram: Beatriz Chacon, Marilia Ramos e Olavo Barbosa.