O artista plástico baiano Samuel Cruz apresenta suas obras feitas exclusivamente em papel jornal, na mostra Histórias em Papel, exposta em Salvador. O público poderá conferir as peças inspiradas em arte sacra e retratos do cotidiano entre os dias 29 de setembro e 14 de outubro, nos dois pisos do Shopping Paseo, no bairro do Itaigara, na capital baiana.
No início, Samuel Cruz produzia suas obras com cimento, até que começou a desenvolver uma técnica com o jornal e encontrou o seu verdadeiro ofício. Ele ainda não vive de arte, trabalha com transporte de carreta, mas se sente realizado ao ver o impacto e reconhecimento do seu trabalho. “Me sinto lisonjeado com o que a arte tem me proporcionado. Ter as minhas emoções materializadas dentro da casa de cada pessoa me deixa muito feliz”, declara o artista.
Pela estrada ele ganha a vida, mas foi no papel jornal que o artista plástico Samuel Cruz reescreveu a sua trajetória. Carreteiro de profissão e artista de coração, transformou o seu apreço pelas artes sacras e a inspiração das cenas do cotidiano em arte. O menino nascido e criado na comunidade do Nordeste de Amaralina não deixou as dificuldades da vida afetar a sua sensibilidade. Ao contrário, usou as barreiras como força propulsora para retratar o que a vida tem de melhor. E foi essa beleza que Samuel aprendeu a moldar nas folhas de jornais.
Aliás transformar tragédias em oportunidades é o seu maior dom. Foi por conta de um acidente grave que o afastou do trabalho, atuando como carreteiro, que a sua vida mudou. Sem poder trabalhar, Samuel encontrou na arte um refúgio. “Aquilo me fez buscar meios para ocupar minha mente. E o que eu encontrei foi a arte”, revela o artista. Primeiro, como autodidata. Foi aprimorando a sua técnica com ajuda profissional, passou pelo extinto Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, e não se acomodou. Hoje, cursando Licenciatura em Artes Visuais, o artista empresta o seu talento aos objetos que produz e vislumbra alçar voos mais altos para poder viver da arte.
A plataforma Natura Musical anuncia a prorrogação do prazo de inscrições para patrocínio de projetos artísticos pelo Edital Natura Musical 2021. As inscrições podem ser feitas pelo site edital2021.naturamusical.art.br até às 17h da próxima segunda-feira, dia 4 de outubro. O edital busca por projetos artísticos e iniciativas de fomento à cena que já atuam profissionalmente no mercado da música e que estejam comprometidos com a geração de impacto positivo.
As propostas inscritas no Edital Natura Musical podem ter diversos formatos como álbum, show, turnê, clipes, podcasts, além de programações, mostras, festivais, programas de formação, iniciativas de empreendedorismo cultural, circuitos culturais, pesquisas, séries de vídeos ou podcasts, documentários, residências artísticas, intercâmbios, projetos de capacitação profissional, conferências, entre outros.
Os projetos serão avaliados por uma rede de curadores formada por artistas, produtores, jornalistas e empreendedores do mercado musical. Os critérios utilizados para a seleção, baseados em relevância artística, impacto, inclusão e acesso e inovação e engajamento podem ser consultados em detalhe no regulamento do Edital. O anúncio dos projetos selecionados será feito até dezembro deste ano.
O Edital Natura Musical recebe inscrições de projetos em âmbito nacional e terá seleções regionais na Bahia, com a Lei FazCultura; na Amazônia, dentro da categoria nacional; em Minas Gerais, com Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais; no Pará, com a Lei Semear; e no Rio Grande do Sul, com Lei Pró-Cultura. Ao todo, o Edital Natura Musical distribuirá R$ 5,5 milhões de reais, sendo R$ 1,5 milhão para a projetos de todos o Brasil e região Amazônica; R$ 1 milhão para Minas Gerais; R$ 1 milhão para a Bahia; R$ 1 milhão para o Pará; R$ 1 milhão para o Rio Grande do Sul.
Como foco na descentralização dos recursos, o Edital Natura Musical reafirma seu compromisso com a Amazônia com um investimento dedicado ao fomento de projetos da região. Além de R$ 1 milhão disponibilizado para o Pará, via Lei Semear, ao menos 20% da verba do Edital Nacional terá como prioridade as iniciativas da região Amazônia, com a qual a marca Natura tem um compromisso histórico.
Foi iniciada na noite desta segunda-feira (dia 27) a venda de ingressos para a turnê Infinito, de Thiaguinho, em Salvador. Após estrear a nova turnê em São Paulo, o cantor vai apresentar dois shows no Centro de Convenções de Salvador, nos dias 23 e 24 de outubro (sábado e domingo). O ingresso, com valor do primeiro lote, custa de R$ 150 e está à venda pelo site do Sympla.
Neste novo projeto, Thiaguinho e sua banda trazem 38 composições, que passeiam entre canções inéditas e regravações de grandes sucessos da carreira do artista. “Espero que os fãs, que sempre me acompanham de perto, sintam o carinho que toda a minha banda e equipe depositou nesse projeto. Infinito é um álbum muito especial para mim. Espero que todos se divirtam, se emocionem e que o nosso carinho e nossa troca seja infinita”, comenta Thiaguinho.
Com realização da Oquei Entretenimento e Grupo Onda, as apresentações vão seguir os protocolos de segurança, controle e combate ao novo coronavírus, exigidos pelos órgãos sanitários competentes. Após os dois shows na capital baiana, Thiaguinho apresenta a turnê Infinito em Balém (PA), Recife e Caruaru (PE).
Músico e empresário
Nascido no interior de São Paulo e criado no Mato Grosso do Sul, Thiaguinho cresceu ouvindo música sertaneja, ritmo predominante na cidade onde morava. Mas as referências musicais da família também influenciaram o garoto de Presidente Prudente, que ouvia Elis Regina e Tim Maia.
Ainda menino cantava e tocava violão nos corais da igreja que frequentava com sua mãe. Conheceu o pagode através de um tio e, desde então, traçou uma meta: ser músico, ou melhor, pagodeiro.
Seu primeiro trabalho foi no Grupo Samba e Suor, mas foi no reality show Fama, da TV Globo, que o cantor foi revelado em 2002.
Em 2012, o cantor, compositor e instrumentista, partiu para carreira solo, após nove anos à frente do grupo Exaltasamba. Em abril de 2021, o músico e empresário investiu R$ 52 milhões em sua própria gravadora, já responsável pelo lançamento do projeto Infinito.
A cerimônia do 63º Prêmio Jabuti, a principal premiação do mercado editorial brasileiro, já tem data para acontecer, será no dia 25 de novembro. A edição 2021, que irá homenagear Ignacio de Loyola Brandão, será realizada, pelo segundo ano consecutivo, totalmente on-line.
Este ano, a premiação realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) desde 1958, recebeu 3.422 inscrições. O total é 31% maior do que o número de obras inscritas em 2020.
“Ficamos muito contentes em notar que o Prêmio Jabuti, mesmo acontecendo de maneira virtual, só cresce em relevância. É o resultado de um trabalho que reconhece a potência da produção nacional, valoriza todos os elos da cadeia do livro e dá espaço para as vozes plurais que pensam o Brasil”, comenta Vitor Tavares, presidente da CBL.
De acordo com Vitor, o novo formato da cerimônia de premiação trouxe ao Jabuti mais público, agilidade e um diálogo, a cada edição, mais amplo.
Além de ter definido a data da cerimônia de entrega das estatuetas, a CBL também destaca outros momentos determinantes: a divulgação dos 10 finalistas de cada categoria acontece no dia 9 de novembro, a partir das 12h. Já a lista dos cinco finalistas de suas respectivas categorias será revelada no dia 16 do mesmo mês.
Nesta edição, o editor e tradutor Marcos Marcionilo assume a curadoria da premiação. No conselho curador, juntam-se a ele especialistas e profissionais de múltiplas áreas do conhecimento: Ana Elisa Ribeiro, Bel Santos Mayer, Camile Mendrot e Luiz Gonzaga Godoi Trigo.
Homenagem
A 63ª edição do Prêmio Jabuti homenageia um dos mais célebres autores brasileiros: Ignacio de Loyola Brandão. Autor de 47 livros, além de inúmeras reportagens escritas no Brasil e em países como Itália e Alemanha, ele também coleciona prêmios, entre eles, cinco estatuetas do Jabuti.
Para Marcos Marcionilo, “termos eleito Ignacio de Loyola Brandão como Personalidade Literária lança luz sobre uma forma de criação muito própria, que não perde de vista o cotidiano em todos os seus impasses e marca a literatura ao se deixar atravessar pela história brasileira em seu anseio de se cumprir como destino, jamais como simulacro”.
Proporcionar ao visitante uma viagem na história pelo período do Brasil Colônia, é o que promete o Museu Garcia D´Ávila, que fica dentro do Parque Histórico e Cultural da Fundação Garcia D´Ávila, em Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Apesar de já está aberto ao público desde fevereiro, a inauguração oficial acontece, nesta sexta-feira (dia 24), às 17h, somente para convidados.
Durante a inauguração, será exibido pela primeira vez um video mapping concebido e realizado pelos VJs Gabiru, Grazi e Spetto, que irá projetar nas ruínas do castelo imagens poéticas da exuberante vegetação nativa da região e também trechos da saga da família Garcia D’Ávila. A exibição acontecerá aos sábados, domingos e feriados, das 18h às 19h.
“Essa inauguração é um divisor de águas da fundação, que acaba de completar 40 anos. Com isso, a gente inaugura um capítulo que une turismo e história. Falar da origem do Brasil é falar da história da família Garcia D´Ávila. No museu, a gente fala da miscigenação dos negros, índios, portugueses, conta como nasceu o povo brasileiro”, salienta Geisy Fiedra, presidente da Fundação Garcia D’Ávila.
Com muita tecnologia e inovação, o museu conta toda a história do espaço e da família Garcia D’Ávila. Um clã que desbravou toda a região e construiu um forte, em 1551, a Casa da Torre, também conhecida como Castelo Garcia D´Ávila, que até hoje é fonte de referência histórica para todos os brasileiros. Ela foi a segunda residência fortificada do Brasil, antecedida apenas pelo antigo Castelo de Duarte Coelho, em Pernambuco.
Em um ambiente totalmente climatiza, o público poderá conhecer a história de pelo menos dez gerações da família Garcia D’Ávila. O espaço conta com achados arqueológicos datados do período colonial, entre os séculos XVI e XIX, maquetes, vídeos com depoimentos de historiadores e antropólogos, informações interativas em que o público poderá conhecer personagens históricos, além de uma simulação das naus que trouxeram os portugueses para as terras brasileiras.
Mas nem só de museu vive o Parque Histórico e Cultural. O espaço tem também a Sonora Gameleira e a Sonora Capela. Ao se aproximar da árvore centenária, a gameleira, que faz parte da área verde do local, o visitante conhecerá a história do início da colonização do Brasil. Já em relação à Capela Nossa Senhora da Conceição, a Capela Sonora, ao pisar em suas dependências um jogo de som e luzes de variadas cores será acionado.
Para receber o público, o espaço vai obedecer todos os protocolos sanitários exigidos pelos decretos oficiais, como testagem da temperatura, uso da máscara, higienização das mãos, distanciamento social e número limitado de visitantes.
A construção do Museu Garcia D’Ávila foi toda acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, já que a edificação de quase 500 anos foi tombada em 1937.
Serviço:
O quê: Museu Garcia D’Ávila
Onde: Rua Direto do Castelo, s/n, Praia do Forte, Mata de São João – BA
Quando: visitação de quarta a domingo e feriados, das 10h às 16h30. Agendamento pelo (71) 98791-5170 ou pelo e-mail: agendamento@fgd.org.br
Quanto: ingresso R$ 30 (Inteira) e R$ 15 (Meia-entrada)
Parte do acervo exposto no Museu Garcia D’Ávila. Foto Leandro Anjos
Vista aérea do Parque Histórico e Cultural da Fundação Garcia D´Ávila, em Paria do Forte (BA). Foto: Deep
Aos pés da centenária gameleira, o visitante conhecerá a história do início da colonização do Brasil. Foto Leandro Anjos
Foi inaugurado na noite desta quinta-feira (dia 23), a Cidade da Música da Bahia, novo museu instalado pela Prefeitura de Salvador no histórico Casarão dos Azulejos Azuis, no bairro do Comércio. Situado próximo ao Elevador Lacerda e ao Mercado Modelo, dois conhecidos cartões portais soteropolitanos, o imóvel foi completamente recuperado e apresenta a história da música desde os tempos da colonização da primeira capital do Brasil até a explosão de diversidades sonoras dos tempos contemporâneos. Além disso, também será um centro cultural de produção de novas linguagens musicais, com aparelhamento técnico e estúdios para promover novos movimentos.
O funcionamento da Cidade da Música da Bahia será de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. O valor do ingresso é R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada). O benefício da meia entrada é extensivo a cidadãos residentes em Salvador, mediante comprovação de endereço. A visitação deverá ser feita através de agendamento prévio, a ser feito no site www.cidadedamusicadabahia.com.br.
Gerenciado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a Cidade da Música da Bahia possui 1.914,76 m² de área construída e possui quatro pavimentos, cuja imersão dos visitantes é proporcionada através da mais moderna tecnologia utilizada atualmente. O piso térreo conta com hall de entrada, recepção e bilheteria, salão de estar, café, loja, biblioteca, midiateca, centro de pesquisa, área de infraestrutura do centro cultural, secretaria, depósito, copa e área de funcionários. A partir daí, a viagem ao universo sonoro da capital baiana é monitorada através do próprio smartphone do visitante, a partir do sistema da Cidade da Música a ser acessado através de QR Code e mediante preenchimento do cadastro.
Os pavimentos superiores abrigam acervos permanentes e estão sob as curadorias do antropólogo Antonio Risério e do arquiteto e artista Gringo Cardia, que também atuaram em outro equipamento municipal: a Casa do Carnaval da Bahia, na Praça da Sé. No primeiro andar da Cidade da Música, os visitantes se deparam com a exposição A Cidade de Salvador e Sua Música, que retrata bairros da cidade e suas músicas, histórias, depoimentos e novas tendências. O local dispõe de recursos audiovisuais através de uma grande maquete interativa, três grandes telas de projeção, estações de consulta e estúdio para gravação de depoimentos.
O segundo andar, por sua vez, possui na ambientação o tema da Tropicália com ilustrações gigantes de fragmentos da pintura modernista de Genaro de Carvalho. O local abriga a exposição História da Música na Bahia com nove cabines de vídeos, além de três salas. Uma delas é intitulada A Magia da Orquestra e exibe conteúdo voltado para a música clássica, mostrando como funciona uma orquestra passo a passo, quais os instrumentos a compõe e vídeo gravado com a Orquestra Sinfônica da Bahia.
A sala A Nova Música da Cidade traz experiência imersiva com grande tela de 80 polegadas, onde passam vídeos com grupos novos, cantores em ascensão e grupos periféricos de música. O sistema de iluminação desse local acompanha as luzes do show ou clipe, dando a sensação ao visitante que ele está dentro da tela. Já a sala Quem Faz a Música da Bahia é equipada com uma grande tela na qual são exibidos 260 depoimentos das pessoas mais importantes e representativas da música baiana.
O último pavimento da Cidade da Música da Bahia oferece entretenimentos educativos. Há três estúdios de gravação de clipes karaokê onde o visitante escolhe um fundo gráfico e, ao final, tem seu clipe pronto para postar em redes sociais. Uma estação de vídeo mostra todos os clipes que foram gravados. O conteúdo é acumulativo e dá para pesquisar quem gravou. O cardápio de variedades segue com a sala do Rap e Trap, poesia consciente que mostra vídeos de vários rappers, trappers e poetas de todo o Brasil, em especial os artistas jovens da Bahia. Esse espaço tem um pequeno tablado no qual o visitante pode recitar seu rap ou poesia.
O terceiro andar ainda tem sala especial de demonstração de um set de percussão onde as pessoas sentam em volta da mesa central. Um monitor do espaço cultural faz uma aula show com a participação final de todos os visitantes. Essa mesma sala está desenhada para ser um estúdio de gravação que acolherá o projeto “Novos Talentos”, no qual a Cidade da Música escolhe quatro jovens artistas por mês e produz a música e um clipe dos selecionados.
Foto: Reprodução / Site Cidade da Música da Bahia
Foto: Reprodução / Site Cidade da Música da Bahia
Foto: Reprodução / Site Cidade da Música da Bahia
De hotel e supermercado a museu
O histórico Casarão dos Azulejos Azuis foi tombado em 30 de julho de 1969 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas a história do imóvel é bem mais antiga. A fachada principal exibe dezenas de janelas de arcos em forma de ogiva, como em outros edifícios neogóticos. O Guia dos Bens Tombados Brasil, do Iphan, cita que não há informações precisas sobre as origens do sobrado. Acredita-se que ele tenha sido construído entre 1851 e 1855. De lá para cá, o imóvel passou por diversas transformações, abrigando o Hotel Muller, ainda no século XIX, e até o supermercado Paes Mendonça na segunda metade do século XX.
As intervenções no Casarão dos Azulejos Azuis tiveram investimento total de R$19,2 milhões, sendo R$11 milhões provenientes de financiamento junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), através do Programa de Requalificação Urbanística de Salvador (Proquali), com intermediação da Casa Civil, e obras executadas pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra).
Para efetivar as obras de recuperação no lugar que agora passa a abrigar a Cidade da Música da Bahia, a Prefeitura de Salvador promoveu estabilização do imóvel, em 2017, com a retirada dos escombros oriundos do desabamento da cobertura e consequentemente das estruturas em madeira abaixo dela. Os azulejos portugueses nas cores azul e branco que compõem a fachada do casarão passaram por um trabalho minucioso de restauração, realizado em mais de 21 mil peças de revestimento, espalhadas entre as ruas Portugal e Bélgica.
Os azulejos (que medem 13,5 x 13,5 cada), foram produzidos entre 1850 e 1860). Apesar de todos os cuidados na hora da remoção das pedras originais, nem todos os quadradinhos puderam ser reaproveitados devido à argamassa usada em diferentes períodos do passado. As peças com falta de pedaços foram restauradas, mas houve também produção de outras para substituir as que não puderam ser aproveitadas, de acordo com diretrizes do Iphan.
O Casarão dos Azulejos Azuis que passa a abrigar a Cidade da Música da Bahia está localiozado próximo ao Elevador Lacerda e ao Mercado Modelo. Foto: Reprodução
Os mais de 21 mil azulejos que recobrem a fachada do histórico casarão e medem 13,5 x 13,5 cada e foram produzidos entre 1850 e 1860, passaram por um minucioso processo de restauro. Foto: Betto Jr. / Secom
Quanto: Ingressos a R$20 (Inteira) e R$10 (meia-estrada para estudantes, idosos acima de 60 anos e residentes em Salvador com apresentação de comprovante de residência individual)
A atriz Zeca de Abreu celebra seus 30 anos de carreira com a encenação do espetáculo A Filha da Monga, no Domingo no TCA, projeto dominical do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O monólogo, que marca a formatura da artista na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tem texto inédito e direção assinados por Luiz Marfuz. A exibição acontece neste domingo (dia 26), às 11h, no canal do TCA no YouTube e, por conta da classificação indicativa, às 22h, na TVE Bahia. A peça poderá ser assistida no YouTube do TCA até o dia 29 de setembro, quarta-feira.
A Filha da Monga nasceu na formatura de Zeca, resgatando um ciclo interrompido há três décadas, quando a artista deixava a graduação na UFBA para integrar elencos de peças profissionais. O espetáculo solo traça a história de uma jovem que é obrigada pelo padrinho a trabalhar num parque de diversões no papel da mulher que vira monstro, a Monga, seguindo os passos da mãe. Ela tenta quebrar essa cadeia de sucessão para poder viver os ritos de passagem de sua vida na infância, na adolescência e na vida adulta. Para isso, precisará enfrentar a hostilidade dos homens que, antecipadamente, reservaram um papel para ela. Entre a realidade e a imaginação, a trama percorre a jornada de afetos da história dessa mulher.
“A peça procura tocar algumas questões incômodas que atravessam temas e instituições como a escola, a família, a religião, a psiquiatria, a sexualidade, a violência doméstica e a indústria de entretenimento. Trata-se, no fundo, da reconstituição da jornada de afetos e agruras de uma mulher”, conta Luiz Marfuz, que escreveu a obra especialmente para Zeca após um pedido da atriz que aconteceu três anos atrás. Naquela época, os dois se reuniram, Marfuz escreveu algumas cenas, mas a história não avançava muito. Foi então que, em dezembro de 2020, já durante a pandemia, o projeto foi retomado.
“Escrevi o texto entre janeiro e março deste ano, a maior parte em Coaraci, minha cidade natal. Foi aí que me veio a lembrança da Monga, fenômeno que sempre acompanhei nos circos e parques de diversões do interior e que me intrigava muito. Eu ficava fascinado por aquela transformação e só mais tarde vim a saber que era um truque de espelho, que mulher nenhuma virava monstro”, ressalta Luiz Marfuz.
Para Zeca de Abreu, é uma estreia especialmente simbólica, pois marca o seu retorno à Escola de Teatro depois de uma carreira artística consolidada, premiada como atriz e diretora, com dezenas de trabalhos em teatro, cinema e televisão. “Estou ao mesmo tempo completando 30 anos de carreira e me formando no curso de Interpretação Teatral na Universidade Federal da Bahia. Me formar tem muitos significados. Voltei a estudar porque acredito que a vida é um eterno aprendizado”, comenta Zeca. Explorando o diálogo entre o teatro e a linguagem audiovisual, A Filha da Monga foi ensaiada remotamente e gravada no Galpão Wilson Melo, no Forte do Barbalho, em Salvador.
O espetáculo tem direção musical de Luciano Salvador Bahia, cenário de Zuarte Júnior, figurino de Maurício Martins, desenho de luz de Fernanda Paquelet, preparação vocal de Iami Rebouças, assistência de direção de Mateus Schimith, Lucas Modesto e Ícaro Bittencourt, câmera de Hilda Lopes Pontes, Klaus Hastenreiter e Thiago Duarte, montagem de Klaus Hastenreiter, roteiro audiovisual de Luiz Marfuz e Lucas Modesto, produção executiva de Gabrielle Guido, coordenação de produção de Luiz Antônio Sena Jr, além da participação em voz off dos atores e atrizes Aicha Marques, André Tavares, Edu Coutinho, Iami Rebouças e Kaika Alves. O projeto é uma realização da Escola de Teatro da UFBA e da Ouroboros Companhia de Investigação Teatral.
Serviço:
O quê: Espetáculo “A Filha da Monga” no projeto Domingo no TCA
Quando: domingo (dia 26), às 11h no YouTube do TCA e às 22h na TVE Bahia
Quanto: Ingresso gratuito
Classificação: 14 anos
A atriz Zeca de Abreu em cena no espetáculo “A Filha da Monga”.
Foto: Gabrielle Guido
A Filha da Monga foi ensaiada remotamente e gravada no Galpão Wilson Melo, no Forte do Barbalho, em Salvador. Foto: Gabrielle Guido
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