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Magary Lord e Kart Love participam do ensaio da banda Afrodisíaco em Salvador
Magary Lord e Kart Love participam do ensaio da banda Afrodisíaco em Salvador

Os cantores baianos Magary Lord e Kart Love participam da segunda edição dos ensaios da banda Afrodisíaco, em Salvador. Os encontros quinzenais comandados pelo cantor e compositor Pierre Onassis retornam a área de eventos da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico da capital baiana, nesta sexta-feira (dia 17), a partir das 19h, com show de abertura de Noelson do Cavaco. “Estou muito feliz de reencontrar e alegrar as pessoas, em meio a tudo isso que nos aconteceu. O Afrodisíaco vem como um balsamo”, ressalta Pierre. O ingresso custa R$ 60 e já estão à venda pelo site Sympla.

Conhecido pelo som do seu samba reggae, o Afrodisíaco foi criado em 2005, com a proposta de resgatar a cultura afro-pop tocada na Bahia e no mundo. O som da banda tem enorme influência de outros grupos, como Timbalada, Olodum, AraKetu, Muzenza e Ilê Aiyê, além de traz consigo a valorização da música popular brasileira e suas vertentes.

O primeiro disco da banda foi um CD promocional com 18 faixas distribuído aos amigos e fãs. Entre as músicas estavam Já é, Beija-flor, Flor do desejo, Mama África e Café com Pão. Esta última, foi eleita como Melhor Música do Carnaval de Salvador em 2006. Pierre Onassis é responsável por alguns dos grandes sucessos da música baiana gravados por nomes como Daniela Mercury (Música de Rua, Capoeira), Olodum (Requebra, Rosa, Berimbau), Cheiro de Amor (Lero Lero, Vai sacudir, vai abalar), entre outros.

Serviço:

O quê: Ensaio do Afrodisíaco com participações de Magary Lord e Kart Love; e show de abertura com Noelson do Cavaco

Quando: sexta- feira (dia 17), às 19h

Onde: Área de eventos da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo (Largo do Santo Antônio, Santo Antônio Além do Carmo, Salvador – BA)

Quanto: ingressos a R$ 60 à venda pelo site Sympla e no local do evento sujeito a alteração de preço

Murais na fachada de prédios em Salvador chamam atenção para preservação ambiental
Murais na fachada de prédios em Salvador chamam atenção para preservação ambiental

Sustentabilidade e preservação ambiental é o tema da 3ª edição do Projeto MURAL, que vai montar 400 m² de arte vertical na fachada de prédios em Salvador. O bairro do Comércio, antigo centro financeiro da capital baiana, foi novamente escolhido pelo coletivo de artistas baianos para essa intervenção urbana. As obras integram uma parceria inédita do movimento com a Virada Sustentável Salvador, que acontece entre quarta-feira (dia 15) e domingo (dia 19). O festival conta com o apoio da Ball e patrocínio da Braskem e do Governo da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura.

Os trabalhos foram produzidos pelos artistas Sirc, Tarcio V, Isabela Seifarth e Zana Nacola, utilizando uma série de técnicas, como desenho, pintura, graffiti e stencil. Na obra “Se plante”, em um paralelo com uma bananeira, Sirc faz referência aos recursos renováveis oferecidos na natureza, chamando atenção para a sua grandiosidade. Já o artista Tarcio V traz de suas memórias afetivas a figura humana de um pescador com a obra “O pescador da cidade velha”. No trabalho, Tarcio V destaca a importância do mar para nossa sobrevivência.

A artista Isabela Seifarth trouxe a figura central da cabocla como signo marcante da miscigenação do povo brasileiro e do imaginário da festa da independência da Bahia, o 2 de julho. Mensagens sobre preservação do meio ambiente e dos povos originários do Brasil estão presentes na obra batizada de “Salvem as matas, salve à Cabocla”. As conexões entre corpo, terra e mar marcam a obra “O mar em mim” de Zana Nacola. Através deste trabalho, a artista oferece uma pausa contemplativa sobre a sensibilidade humana e suas relações com a natureza.

Para a idealizadora e curadora do Projeto MURAL, Vanessa Vieira, os trabalhos contribuem na “formação de plateia apreciadora da arte contemporânea baiana, e suas infinitas possibilidades de interações e reflexões”. Instalados para a Virada, os murais ficarão como legado do festival para a cidade.

“O Comércio é patrimônio histórico da capital baiana, onde houve um intenso movimento muralista com artistas de grande importância na década de 50 e 60 do século passado. Muitas dessas obras ainda estão preservadas nas áreas internas das edificações, com pouca visibilidade de público. Então fazer estas grandes empenas nas fachadas externas dos prédios da região, é poder proporcionar esta experiência estética a todos os públicos”, conta.

Além dos murais, o festival terá mais de 20 atividades gratuitas e diversas, entre intervenções urbanas, performances, discussões e exposições de obras de artes locais e internacional. Confira a programação completa do evento no site da Virada Sustentável Salvador.

Último fim de semana da 20ª Bienal do Livro do Rio

O último fim de semana da 20ª Bienal do Livro do Rio tem programação para toda a família, com apresentação musical, bate-papo com autores e sessão de autógrafos. Até domingo (dia 12), a criançada poderá se divertir ainda com releituras de clássicos literários infantis, como O Sítio do Pica Pau Amarelo, Saltimbancos, Cinderela, A Bela e a Fera e O casamento da Dona Baratinha. No Pavilhão Laranja, haverá teatrinho, contação de histórias e fantoches.

No domingo (dia 12), às 15h, a Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta na Bienal o concerto Sons da Primavera, no Estande da empresa. As atrações acontecem próximo ao Espaço Metamorfoses, uma área infantil de 600 metros quadrados que convida crianças e adultos a uma visita imersiva e sensorial, refletindo sobre as mudanças do mundo e a relação humana com o planeta.

Os ingressos da Bienal Internacional do Livro do Rio podem ser adquiridos pelo site ou na bilheteria física, no Riocentro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os visitantes precisam apresentar passaporte de vacinação e o uso de máscara é obrigatório. O festival foi planejado para ocorrer de forma segura: com avenidas mais largas, garantindo distanciamento entre os estandes, e com totens de álcool em gel espalhados pelos pavilhões.

Confira os destaques da programação da 20ª Bienal do Livro Rio:

Sábado, dia 11 de dezembro

11h – A Pequena Sereia – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

11h – Raphael Montes (Companhia das Letras) – Bate papo sobre os livros do autor, como Suicidas (2012); Dias Perfeitos (2014); Bom Dia, Verônica (2020).
Estande do Submarino, Pavilhão Azul

15h – A Bela e a Fera – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

15h Culturama: Sessão de fotos com Cosplays Star Wars – fã clube imperial Coast Line Garrison

17h – Contação de história Teca e Tutti – filme de animação que será lançado em janeiro – Estande Petrobras, Pavilhão Laranja

17h Os Saltimbancos – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

19h – Alexandra Gurgel, bate papo com mediação de Carla Lemos sobre os livros da autora, como Comece a se amar, lançado em novembro pela Editora BestSeller – Estande do Grupo Editorial Record


Domingo, dia 12 de dezembro

10h30 – Contação de história Teca e Tutti – filme de animação que será lançado em janeiro – Estande Petrobras, Pavilhão Laranja

11h Rapunzel – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

11h – Natalia Timerman – Bate papo sobre seu mais novo livro Copa Vazio, da Editora Todavia -Estande Submarino, Pavilhão Azul

13h – Sessão de fotos Cosplays Star Wars – fã clube imperial Coast Line Garrison – Pavilhão Azul (Editora Culturama). Sessões também às 14h e 15h

14h – Lançamento Duda Pimenta (Editora Mostarda) – Praça de autógrafos – Pavilhão Azul

14h30 – Sessão de autógrafos do livro Evangelho João, da Litteris Editora – Pavilhão 3

15h – Espetáculo Pinocchio – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

15h – Espetáculo Sons da primavera, da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES) – Estande Petrobras, Pavilhão Laranja

16h – Sessão de autógrafos do livro Com Alzheimer e Com Amor, de Arminda Bertuzzi – Litteris Editora – Pavilhão azul

17h – A Rainha do Gelo – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

19h – Peter Pan – Estande Supergasbras, Pavilhão Laranja

19h – Bate papo com o autor Juan Julian sobre seus livros – Estande Submarino


Serviço:

O quê: 20ª Bienal do Livro Rio

Onde: Riocentro (Avenida Salvador Allende, 6.555, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ)

Quando: até domingo, dia 12 de dezembro, das 10 às 22h

Quanto: ingresso a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) à venda on-line pelo site e nas bilheterias físicas do evento.

Jornalista Marcelo Cosme lança livro sobre homofobia em sessão de autógrafos no Rio de Janeiro
Jornalista Marcelo Cosme lança livro sobre homofobia em sessão de autógrafos no Rio de Janeiro

O jornalista Marcelo Cosme lança o livro Talvez você seja – Desconstruindo a homofobia que você nem sabe que tem em sessão de autógrafos no Rio de Janeiro. O evento acontece nesta sexta-feira (dia 10), às 18h, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon.

Em seu livro de estreia, o jornalista gaúcho e apresentador do canal de notícias GloboNews convida o leitor a uma reflexão, não sobre a própria sexualidade, como uma primeira leitura do título pode sugerir, mas sobre o comportamento preconceituoso que muitos têm sem nem se dar conta.

“Quero te mostrar que nós, LGBTQIA+, estamos aí espalhados, somos o que quisermos ser. E que ‘Talvez você seja’ não mais um de nós, mas preconceituoso e não saiba”, afirma na introdução. A publicação é um lançamento da Editora Planeta.

Escrito em tom de reportagem, o livro traz narrativas pessoais de Cosme, como causos de sua infância, o momento no qual, já adulto, beijou um homem pela primeira vez, a fatídica conversa de revelação com a família e o comentário que fez em rede nacional a respeito de seu namorado, atual noivo, cuja repercussão foi maior do que esperava.

“Só quando saí do Rio Grande do Sul e fui morar sozinho em Brasília é que tive a coragem de começar a ser eu. Longe da família parecia ser mais fácil. Perceba que este é um comportamento comum: o LGBTQIA+ se afasta da família para poder experimentar, se descobrir, desvendar seus próprios caminhos. E longe de qualquer julgamento imediato, pensamos que vai ser fácil. Mas não é”, desta o jornalista num trecho da publicação.

A esses relatos em primeira pessoa, somam-se depoimentos de diversos personagens pertencentes à comunidade LGBTQIA+ e entrevistas inéditas com psicólogos, especialistas e personalidades públicas, a exemplo do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e da vereadora de São Paulo, Erika Hilton. O autor traz ainda dados de pesquisas sobre o tema, levantamentos dos direitos conquistados até aqui e um glossário com os principais termos associados a este universo.

Família, trabalho, sexualidade, legislação e representatividade no poder são alguns dos temas que permeiam o livro, cujo objetivo é atingir um público duplo: tanto pessoas LGBTQIA+, em busca de um senso de comunidade e acolhimento, quanto heterossexuais e/ou cisgêneros – aliados ou não da causa -, mas que procuram informações.

Cosme deseja que a leitura seja o estabelecimento de um primeiro diálogo contra o preconceito: “Talvez você seja alguém disposto a contribuir para que vivamos em um mundo mais tolerante, respeitoso, amoroso, livre e, por que não, mais feliz?!”, conclui o autor.

Forró é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil
Forró é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão unânime aconteceu durante reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, nesta quinta-feira (dia 9). O conselho, formado por representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil, também elegeu o forró como um supergênero musical, por reunir ritmos nordestinos, entre eles, o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé-de-serra.

O pedido de registro para tornar o forró patrimônio cultural foi feito em 2011 pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, do estado da Paraíba. Nos últimos 10 anos, em parceria com comunidades detentoras, foi realizada a descrição detalhada das matrizes tradicionais com registro documental e audiovisual. O reconhecimento do Forró acontece dias antes ao aniversário de nascimento do músico Luiz Gonzaga (13 de dezembro de 1912 – 2 de agosto de 1989), conhecido como “Rei do Baião” e principal representante do ritmo tradicional nordestino.

A conselheira Maria Cecília Londres, relatora da proposta, fez uma ampla explanação sobre as origens do ritmo musical nordestino e da palavra forró. A relatora destacou a relevância do forró por englobar atividades como artesanatos, orquestras sanfônicas, escolas de dança, preservação de instrumentos (rabeca, sanfona, triângulo, pífanos, zabumba etc). Maria Cecília citou também a importância das organizações de forrozeiros, criadas em vários estados para manter vivo o forró. Ao concluir seu voto, a relatora disse ser plenamente a favor do registro das matrizes tradicionais do forró como patrimônio cultural do Brasil.

“Com o reconhecimento, as matrizes foram inscritas no Livro de Registro das Formas de Expressão, assim como estão a ciranda do Nordeste e o repente. Esse bem cultural que é o nosso 52º bem registrado no país dispensa apresentações e está em incontáveis eventos e festivais por todo o Brasil. Em especial, nos festejos do ciclo junino, gerando em renda e empregos diretos e indiretos além de um sentimento muito forte de pertencimento”, comentou Larissa Peixoto, presidente do Iphan.

Com informações da Agência Brasil.

Teatro Procópio Ferreira reabre com concerto gratuito do Quarteto de Cordas de São Paulo
Conservatório de Tatuí reabre Teatro Procópio Ferreira com concerto gratuito

Após dois anos fechado pela pandemia e para uma reforma que durou seis meses, o Conservatório de Tatuí reabre o Teatro Procópio Ferreira com concerto gratuito do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, grupo artístico do Theatro Municipal de São Paulo. A apresentação acontece neste sábado (dia 11), às 19h, e os ingressos já podem ser retirados na bilheteria do Teatro.

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, formado pelos violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios, o violista Marcelo Jaffé e o violoncelista Rafael Cesario, apresentará as peças Quarteto de Cordas em sol menor Op. 10 (Claude Debussy), e Quarteto de cordas nº 1 (Charles Ives). O grupo, fundado em 1935 com a ideia de difundir a música de câmara e estimular compositores brasileiros, é fixo do Theatro Municipal de São Paulo e já teve seu trabalho reconhecido com os prêmios Carlos Gomes de Melhor Conjunto de Câmara e da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA de Melhor Conjunto Camerístico.

Construído junto à sede do Conservatório de Tatuí e inaugurado em 1979, o Teatro Procópio Ferreira é considerado por músicos e críticos musicais como uma das melhores salas de espetáculos do Brasil, especialmente por sua acústica projetada para concertos, além de ser um dos poucos palcos com fosso elevável para orquestras. O equipamento cultural passou por uma grande reforma em seu sistema de climatização. Foi instalado um novo aparelho de ar-condicionado, após a constatação de que o equipamento anterior não funcionava mais e não permitia novas manutenções. A reforma também incluiu substituição de todas as camadas de isolamento acústico por materiais mais modernos e com maior proteção antichamas, o que garantirá maior conforto térmico e segurança ao público.

“É uma alegria imensa poder reabrir o Teatro Procópio Ferreira, após um longo período de reforma e restrições por contata da pandemia de Covid-19. Agora, de forma mais segura e confortável, poderemos receber a população de Tatuí e região, proporcionando momentos de alegria e distração diante de tempos tão difíceis”, destaca Gildemar Oliveira, gerente geral do Conservatório de Tatuí, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Sustenidos Organização Social de Cultura.

O Teatro Procópio Ferreira tem anteprojeto desenvolvido por Nelson Marcondes do Amaral Filho e projeto arquitetônico desenvolvido por Otávio Guedes de Moraes. O espaço comporta 429 pessoas, além de 4 espaços reservados para pessoas com necessidades especiais. O palco tem 18,77 metros de largura, 13,54 metros de profundidade e moderno sistema de som e iluminação, além de um anexo com seis camarins. Conta, ainda, com amplo hall, o Foyer Mário Covas, uma extensão projetada especialmente para a recepção dos espectadores e para abrigar exposições e pequenas apresentações.

Serviço:

O quê: concerto de reabertura do Teatro Procópio Ferreira com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Quando: neste sábado (dia 11), às 19h

Onde: Teatro Procópio Ferreira – Conservatório de Tatuí (Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP)

Quanto: os ingressos gratuitos já podem ser retirados na bilheteria do Teatro

Documentário inédito sobre Leila Diniz abre o 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Documentário inédito sobre Leila Diniz abre o 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Já que ninguém me tira para dançar, documentário inédito sobre a atriz Leila Diniz, vai abrir o 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com exibição pelo Canal InnSaeiTV, nesta terça-feira (dia 7), às 20h. O longa realizado pela diretora e atriz Ana Maria Magalhães, que foi amiga de Leila, foi gravado originalmente em U-Matic, e depois remasterizado. Entrevistas e gravações novas juntaram-se às originais, de 1982, digitalizadas recentemente. Finalizado com tecnologia HD, o filme resgata a participação de Leila Diniz (1945-1972) na cultura moderna, artista que se posicionou pela liberdade das mulheres durante os anos mais duros da ditadura militar.

O documentário é o registro de um período e mostra imagens de filmes, fotos e cenas ficcionais vividos pela atriz Leila Diniz, revelando seu modo libertário de ser e agir numa época que inspirou avanços culturais e comportamentais no mundo inteiro. A famosa entrevista de Leila ao Pasquim, em 1969, despertou indignação dos militares e o desprezo das feministas que a achavam apenas vulgar. “Leila esteve à frente das mudanças sociais do seu tempo e a preservação de sua memória e divulgação de seu pensamento e ações são fundamentais para a manutenção dos avanços que fizemos graças a ela, uma atriz de cinema”, ressalta a diretora do documentário.

De acordo com Ana Maria Magalhães, os depoimentos foram colhidos quando a lembrança de Leila ainda estava fresca na memória dos diretores de cinema, atores, jornalistas e familiares. Entretanto, assim que as filmagens foram iniciadas o Centro Cultural Cândido Mendes, que idealizou o projeto para ser exibido na Mostra Leila Diniz – Dez anos depois, desistiu de produzi-lo porque o seu plano de investimento não funcionou como esperava. “Havia apenas um investidor: a atriz Sonia Braga. Mas as filmagens iam bem e eu decidi produzi-lo com meus próprios recursos”, explica a diretora.

Autêntica e espontânea, Leila Diniz foi porta-voz de uma geração censurada. Conquistou corações e mentes sob o signo do amor e ao mesmo tempo gerou hostilidade dos defensores da moral e dos bons costumes, principalmente após posar de biquíni para uma revista, aos oito meses de gravidez. Leila falava abertamente sobre tudo, incluindo sua sexualidade. Como as rebeldes Janis Joplin e Amy Winehouse, Leila Diniz morreu aos 27 anos, em um acidente de avião na Índia, quando voltava de um festival de cinema na Austrália, onde recebeu o prêmio de melhor atriz.

Segundo Ana Maria, “o Brasil vive hoje tamanho retrocesso em relação às liberdades femininas, que as mulheres têm saído às ruas das principais cidades para protestar. E não é um revival dos anos 60. Mas a assombrosa perspectiva do fundamentalismo evangélico dos anos 2000, com o apoio de setores do Congresso e de parte da sociedade brasileira”, afirma a cineasta. que ninguém me tira para dançar, que é lançado 50 anos após a morte de Leila Diniz, tem coprodução do Metrópoles e apoio do Instituto Itaú Cultural.

A 54ª Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece de 7 a 14 de dezembro e tem como tema O cinema do futuro e o futuro do cinema. Este ano, o festival vai exibir seus títulos virtualmente no site festcinebrasilia.com.br, em função da pandemia de Covid-19, como em 2020. A maratona de filmes, debates, masterclasses, oficinas, encontros setoriais e ambiente de mercado, tem curadoria de Sílvio Tendler e Tânia Montoro.