Morreu nesta quarta-feira (dia 27), em Salvador, o maestro, compositor, arranjador e fundador da Orkestra Rumpilezz, Letieres Leite, de 61 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico baiano, que não revelou a causa da morte e nem informações sobre o sepultamento. Antes de comandar a Orkestra Rumpilezz, iniciativa criada em 2005 que promove educação musical através da sonoridade de instrumentos de percussão e sopro, Letieres Leite, integrou a banda da cantora Ivete Sangalo.
O instrumentista acompanhou outros grandes artistas, como: Elza Soares, Gilberto Gil, Lulu Santos, Elba Ramalho, Hemerto Pascoal, Daniela Mercury, Timbalada, entre outros. O saxofonista atuou na área acadêmica, ensinando na Faculdade de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Leitieres foi fundador também da Academia de Música da Bahia. O músico integrou ainda o Franz Schubert Konservatorium, em Viena, na Áustria e a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
O presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, lamentou falecimento de Letieres Leite. “Perdemos um gênio da música. Letieres respirava melodias, sonhava com letras e arranjos, se realizava através dos acordes. Nunca parou, nem se acomodou, era uma usina de criação em ebulição. Chocado e absolutamente consternado. Gratidão eterna por tudo que realizou”, afirmou Guerreiro.
Nas redes sociais, o músico Emicida também lamentou a morte de Letieres Leite. “Meu amigo e mestre Letieres Leite, nos deixou hoje. Meu peito está em frangalhos. Olhos cheios de água e uma saudade que a partir de agora, só aumenta”, escreveu o rapper paulista em sua conta no Twitter. Outras autoridades também usaram as redes sociais para lamentar a morte do instrumentista baiano.
"na rítmica de cada rima dessa sua, tem um orixá dançando dentro"
Meu amigo e mestre Letieres Leite, nos deixou hoje. Meu peito está em frangalhos. Olhos cheios de água e uma saudade que a partir de agora, só aumenta.
Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento de um dos mais importantes músicos baianos em atividade no país, Letieres Leite. Maestro, compositor, arranjador e educador, Letieres revelou talentos com o projeto Rumpilezz e levou nossa percussão para o mundo. pic.twitter.com/fRhBu8h4HB
Que dia triste para música da Bahia e de todo Brasil! O maestro Letieres Leite é um dos maiores músicos desse país. Sua história e legado com a Orkestra Rumpilezz jamais serão esquecidos da nossa memória. Que Deus conforte toda família e amigos neste momento de profunda dor!
A pré-estreia do filme Marighella, do ator e diretor Wagner Moura, movimentou o Teatro Castro Alves, em Salvador, na noite desta segunda-feira (dia 25). O filme, que conta a história de Carlos Marighella (1911 – 1969), marca a estreia de Wagner como diretor. O longa foi exibido pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2019 e tem estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 4 de novembro, data que marca os 52 anos da morte do guerrilheiro baiano.
A cinebiografia do líder baiano, ex deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro assassinado em 1969 pelas forças de repressão aos movimentos de resistência ao golpe militar de 1964, se baseia em obras e pesquisas, dentre elas a biografia Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, escrita pelo jornalista Mário Magalhães. Protagonizado pelo ator e músico Seu Jorge, o longa-metragem de quase três horas de duração teve algumas cenas gravadas na histórica cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano. O filme ainda traz no elenco os atores Adriana Esteves, Bruno Gagliasso e Humberto Carrão.
A sessão de pré-estreia do filme em Salvador foi apenas para convidados, entre eles o filho do guerrilheiro, o advogado Carlos Augusto Marighella e a neta, a atriz e vereadora de Salvador pelo PT, Maria Marighella, que atua no filme, além da imprensa, artistas, militantes políticos e familiares do diretor. A torcida organizada do Esporte Clube Vitória, Brigada Marighella e o Coletivo Coalizão Negra foram convidados ao palco na abertura da sessão.
O público presente recebeu Wagner Moura e o elenco do filme sob aplausos e aos gritos de “Fora Bolsonaro”, “Marighella vive” e em homenagem ao jornalista Wladimir Herzog, torturado e morto pela ditadura militar em 25 de outubro de 1975. Na área da bilheteria do Teatro Castro Alves (TCA) manifestantes exibiram uma faixa com a frase: “Levante-se contra a censura. Marighella vive!”.
Em discurso emocionado, Wagner Moura fez um histórico do seu primeiro filme, lembrou a censura imposta pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), criticou o retrocesso democrático no governo Bolsonaro e destacou o papel do líder revolucionário no combate à ditadura militar brasileira. “Este filme é sobre o amor e é uma honra lançá-lo no TCA , na minha terra, onde está meu axé”, declarou o ator e diretor baiano.
Faixa contra a censura foi estendida na bilheteria do Teatro Castro Alves (Fotos: Claudia Correia)
“Se a vida te der limões, faça uma limonada”. O ditado popular poderia ser aplicado ao artista plástico recifense Kilian Glasner, que superou o drama de ter seu ateliê destruído num incêndio. Ele transformou os escombros em representações do cosmos, que compõem a mostra individual Macrocosmos, microcosmos ou, a cosmogonia dos incêndios. A exposição está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, em São Paulo, até 22 de novembro.
Com curadoria de Paulo Kassab, a exposição reúne 29 trabalhos, entre desenhos, instalação audiovisual e esculturas de bronze, criadas após a contemplação dos cosmos durante viagem ao Atacama e a partir do trágico incêndio que consumiu seu ateliê, na Ilha de Itamaracá-PE, e as obras que seriam originalmente expostas nesta mostra. Um vídeo de 12 minutos no qual o artista caminha sobre os escombros do que restou de seu ateliê revela sua relação simbólica com o antigo espaço e evoca a ambiguidade dos incêndios, que apesar de devastadores, carregam a força de novas criações.
Nos desenhos é possível observar a via láctea, nebulosas, supernovas e outros corpos celestes. Neles, foram utilizados giz pastel, cola, pó e carvão colhidos nos escombros do incêndio de seu espaço de criação. “As representações surgiram depois de uma viagem para o deserto do Atacama, onde visitei observatórios e contemplei o céu de uma forma mais ampla. Mais tarde, durante a noite do incêndio, quando tudo estava ainda em chamas, eu fui até a praia e me deitei na areia para olhar o céu. A imagem me confortou e resolvi usar o carvão que restou para produzir as obras”, explica o artista.
Após utilizar destroços e ruínas como assuntos centrais da série Rua do Futuro (2009)e explorar as diferentes plasticidades do fogo em Anatomia do Fogo (2014), Kilian transforma o espaço do CCBB em seu ato final. Na mostra, ele estabelece uma conexão entre os móveis e objetos transformados em cinzas com a própria característica cíclica dos cosmos. “Trata-se de reconstruir e expressão artística a partir dos elementos produzidos pelo fogo”, comenta Glasner.
Kilian reforça que os trabalhos contam, por meio da história dos desenhos e suas potências subversivas e criadoras, as próprias ligações do artista com o fogo, iniciada nas exposições já citadas e em O brilhante futuro da Cana-de-Açúcar, de 2010.
“Macrocosmos, microcosmos ou, a cosmogonia dos Incêndios marca a volta de Kilian Glasner às séries anteriores em um ato que inverte o sentido das criações precedentes. Agora a ruína não mais é a representação, ela salta do papel para presença, testemunha o que foi consumido e aponta, ao mesmo tempo, para aquilo que pode emergir, o sonho”, destaca Paulo Kassab, curador da exposição.
Residência artística na França
Kilian Glasner vive e trabalha na capital pernambucana. Sua obra foi premiada no 39º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1999. O artista realizou seus estudos de graduação e mestrado na École Nationale Superieure des Beaux-Arts, em Paris, onde residiu de 2000 a 2007. Fez residência artística na Academia Francesa de Artes em Roma, a Villa Médici, realizou trabalhos fotográficos na cordilheira do Himalaia, na Índia, em 2003, além de ter participado em mostras coletivas na França, Holanda e Itália. No Brasil, já expôs em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Branco e Brasília, além de ter seu trabalho em países como: Bruxelas, EUA, Itália, França, Holanda e Portugal.
Serviço:
O quê: Exposição Macrocosmos, microcosmos ou, a cosmogonia dos incêndios, de Kilian Glasner
Quando: visitação aberta todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças-feiras, até 22 de novembro
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo)
Quando: entrada gratuita, com reservas pelo site ou APP EVENTIM ou diretamente na bilheteria do CCBB)
Classificação: Livre
Obra “Horses and Stars”, de 2021 (Foto: Kilian Glasner)
“Contente-se com as estrelas”, de 2021 (Foto: Kilian Glasner)
Espiral, de 2021 (Foto: Kilian Glasner)
“Cinzas no paraíso”, de 2021 (Foto: Kilian Glasner)
Um bate-papo com o roteirista e romancista Paulo Lins e o ator Fabrício Boliveira abre a série de painéis da edição especial Olhares Periféricos, da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB). A cineasta e diretora executiva da Mostra, Daiane Rosário, também participa do encontro, que acontece na segunda-feira (dia 25), às 19h, e será mediado pela produtora audiovisual e coordenadora de produção artística da MIMB, Loiá Fernandes. O público pode assistir todos os painéis pelo canal da MIMB no YouTube.
No sábado (dia 30), às 18h, ocorre o painel Mulheres na Técnica, que vai debater o protagonismo feminino por trás das câmeras. As convidadas serão a jornalista e cineasta Olinda Yawar, a jornalista e produtora audiovisual Lindiwe Aguiar e a montadora Cristina Amaral. A mediação ficará a cargo da diretora de fotografia Fabiola Silva.
Distribuição e Captação de Recursos será o painel que irá reunir o co-fundador da Wolo TV, Licínio Januário, a produtora audiovisual Naymare Azevedo e a consultora de projetos e fundadora da rede EDUCARE, Kátia Brasileiro. O encontro, que será realizado na quinta-feira (dia 4/11), às 18h, vai discutir a viabilidade financeira para projetos audiovisuais. A diretora cinematográfica e coordenadora de curadoria nacional da MIMB, Taís Amordivino, fará mediação do painél.
O Cinema e suas Sonoridades encerrando a série de painéis da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba, no sábado (dia 6/11), às 18h. Participam do painel que destaca o papel do som no audiovisual, Herison Pedro, Cristina Lima, Moisés Neuma e Marise Urbano, com mediação de Loiá Fernandes.
A edição Olhares Periféricos, da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba, tem patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, do Fundo Nacional da Cultura por meio do Ministério do Turismo com apoio financeiro da Novelis, tendo como parceiros e apoiadores a Wolo TV, Globo, VideoCamp, TVE Bahia, Hub Cultural, Olivieri Consultoria Jurídica, Rede Educare e Janela do Mundo.
A Mostra leva o nome do professor Mahomed Bamba, pesquisador fundamental sobre cinemas negros e diaspóricos, nascido na Costa do Marfim e radicado no Brasil, onde viveu por mais de 20 anos tendo falecido em 2015. Bamba foi um grande mestre que inspirou e inspira a luta por cinemas de representações plurais dos corpos negros.
Quando: segunda-feira (dia 25), às 19h – Abertura; sábado (dia 30), às 18h – painel Mulheres na Técnica; quinta-feira (dia 4/11), às 18h – painel Distribuição e Captação de Recursos; e sábado (dia 6/11), às 18h – O Cinema e suas Sonoridades
Ocupação Olhares Inspirados: Raquel Trindade, Rainha Kambinda é o nome da mostra que ocupa o quinto andar do Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo. A exposição estabelece a influência social e cultural de Raquel Trindade (1936-2018), a partir de sua trajetória de vida e obra, os quais são tomados como elementos propulsores para novas criações artísticas. O público poderá visitar a mostra gratuitamente mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/exposicoes. As atividades presenciais seguem protocolos de saúde pública para evitar o contágio da Covid-19.
A ocupação homenageia a Rainha Kambinda, como era conhecida Raquel, e faz articulações sobre sua trajetória e legado artístico. A mostra conta com um núcleo central dedicado a ela, com pesquisa da curadora, artista, educadora, doutora em Artes Visuais e professora Renata Felinto. Além de obras, são apresentados objetos pessoais da griot – guardiã de saberes ancestrais africanos – e multiartista, que se estabeleceu em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, dedicando-se ao universo artístico afro-brasileiro até o ano de sua morte, em 2018.
Os outros núcleos da ocupação, no formato “trabalho em processo”, são compostos por obras inéditas de até onze artistas negras e afro-indígenas de São Paulo que reinterpretam, a partir de diferentes linguagens, aspectos presentes na vida e obra de Raquel Trindade. A artista plástica foi também educadora, escritora, coreógrafa, fundadora do grupo de dança Nação Kambinda de Maracatu e mantenedora do Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes.
Entre as convidadas, para construção das obras e performances durante todo período de ocupação, está Aline Bispo. A artista busca inspiração em temas como os aspectos nada pacíficos da miscigenação brasileira, gênero, sincretismos religiosos e étnicos, explorados através de ilustrações, pinturas e fotografia, trazendo aspectos de sua pesquisa em performance, Outra convidada da ocupação é a artista grafiteira, artesã, educadora social, escultora, pintora e empreendedora, Nenesurreal, que apresenta suas várias facetas pautadas pela pesquisa e valorização da estética da mulher negra e da luta feminista.
A ocupação conta também com trabalhos de performers, como Aretha Sadick e Charlene Bicalho, multiartistas gráficas, e da street art, como Bianca Foratori, Soberana Ziza, Eve Queiróz e Ione Maria, além da fotógrafa e videoartista Daisy Serena e Patricia Gonzalez, representante da geração de artistas que conviveram com Raquel. Outro destaque é a obra em vídeo poético de Maria Trindade, neta de Raquel Trindade, que trata do Axexê, ritual fúnebre de passagem de sua avó.
Atividades em ambiente virtual nas plataformas e redes sociais do Sesc 24 de Maio seguem até o final da mostra. Serão oferecidas ações educativas e artísticas, com arte-educadoras/es, dançarinas/os, pesquisadoras/es, cineastas e roteiristas que estão em constante diálogo com a produção artística afro-brasileira, produzindo reflexão a respeito da vida, da obra e do legado de Raquel Trindade.
Serviço:
O quê:Ocupação Olhares Inspirados: Raquel Trindade, Rainha Kambinda
Onde: Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)
Quando: visitação de terça a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 9h às 16h; domingos e feriados, das 11h às 16h até 12 de dezembro de 2021
O espetáculo de dança Outro Céu marca a volta aos palcos de Salvador, pela segunda vez em 2021, do Ateliê de Coreógrafos Baianos e desta vez de forma presencial. A nova montagem do coreógrafo Guego Anunciação estreia no próximo dia 28 (quinta-feira), às 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, com apresentações gratuitas também na sexta-feira (dia 29), às 20h, e duas sessões no sábado (dia 30), às 16h e 20h.
O coreógrafo convidado desta segunda etapa do Ateliê de Coreógrafos Baianos em 2021, Guego Anunciação, conta que Outro Céu é uma obra de dança que convoca a coletividade para lutar e encontrar um refúgio em comum. “O processo de criação visa experimentar e construir pulsões de vida em coletivo a partir de temporalidades poéticas provindas do agrupamento com o outro e da interseção dinâmica desse encontro”, avalia o coreógrafo baiano.
“Outro Céu é sobre o devir, o esgotamento de tudo que vivemos para possibilitar o novo. A força do coletivo, do coro e do uníssono vão evidenciando uma dança que se interessa em construir pulsões de vida a partir da coletividade. É sobre luta e êxtase coletivo”, complementa Guego. Outro Céu é uma realização da Nace – Núcleo de Ações Culturais Estratégicas, viabilizado através do patrocínio do Viva Cultura, da Prefeitura Municipal de Salvador. O espetáculo tem assistência de direção de Flávia Rodrigues e traz no elenco os artistas da dança Cami Carvalho, Joely Pereira, Ícaro Ramos, Alice Rodrigues, Marcos Ferreira e Ruan Wills.
Com concepção e direção artística da bailarina e gestora cultural Eliana Pedroso, a ideia do ateliê baiano, inspirado no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros (2002 a 2006), é valorizar e movimentar a cena performática no estado, montando espetáculos que deem oportunidades para que os artistas da dança possam ocupar a cena na capital baiana sempre em consonância com os objetivos do projeto.
“Atuei como bailarina metade da minha vida. Portanto, tenho enorme prazer em retomar os projetos artísticos da nossa empresa, na presença de quem alimenta a nossa arte, o público, privilegiando o Ateliê de Coreógrafos Baianos. Através de patrocínio privado, o projeto oferece aos artistas envolvidos uma sólida estrutura de produção que permite o exercício da criatividade em sua plenitude, e instala um ambiente de diálogo artístico com a meta de estrear um espetáculo, cuja linguagem principal é a dança, nos palcos de Salvador”, detalha Eliana Pedroso.
Devido à pandemia a capacidade máxima da Sala do Coro para cada apresentação será de apenas 65 pessoas. Para ter acesso ao espaço, será obrigatório a apresentação do cartão de vacinação e o uso de máscara.
Serviço:
O quê: Espetáculo de dança Outro Céu – Ateliê de Coreógrafos Baianos 2021
Quando: quinta-feira (dia 28) e sexta-feira (dia 29), às 20h; e sábado (30/10), às 16h e às 20h
Onde: Sala do Coro do do Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador)
O cantor e compositor baiano Ricardo Chaves será o homenageado da próxima edição do Axézin, projeto capitaneado pelo cantor e compositor Alexandre Peixe. Dessa vez, o evento acontece no Heliponto do Clube Espanhol, no bairro de Ondina, em Salvador, neste sábado (dia 23), a partir das 17h. Os ingressos, que são limitados, custam R$ 150 e estão à venda no site do Sympla.
Ricardo Chaves, que é considerado o melhor puxador de blocos do país, tem em seu currículo 39 anos de Carnaval, 19 álbuns e 2 DVDs. O músico deixou sua marca registrada em micaretas como o Carnatal, onde até hoje segue sendo preferência do público. “Seja na carreira solo, na banda EVA, no Alavontê ou no Mudei de Nome, a carreira de Ricardo se confunde com a história do Axé Music. Muita gente não sabe, mas ele também foi o primeiro a gravar uma composição minha”, ressalta Peixe.
No repertório não deve ficar de fora sucessos do homenageado como: Eu vou no Eva, O Bicho e Acabou, além de outros clássicos da Axé Music e a nova música de trabalho de Alexandre Peixe, Seu Mal é Não Querer Ser Meu Bem, composição do próprio Peixe, em parceria com Guga Meyra. Além das já tradicionais três horas de show do anfitrião, a festa também vai contar com a apresentação da Fanfarra do Bloco Gravata Doida recepcionando o público e do DJ Papau.
O espaço receberá um decoração especial para contar um pouco da história do reverenciado da vez. O Axézin no Clube Espanhol seguirá protocolos vigentes de combate à pandemia determinados pelas autoridades.
Serviço:
O quê: Festa Axézin em homenagem a Ricardo Chaves, com shows de Alexandre Peixe, Dj Papau e Fanfarra do Gravata Doida
Onde: Clube Espanhol (Av. Oceânica, 1.404, Ondina, Salvador)
Quando: sábado (dia 23), a partir das 17h
Quanto: ingresso a R$ 150 (3º Lote) à venda pelo site do Sympla. Os ingressos são limitados
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