Pesquisar por:
Alcione e WD se juntam a Carlinhos Brown, Criolo e Larissa Luz em show da Consciência Negra em Salvador
Alcione e WD se juntam a Carlinhos Brown, Criolo e Larissa Luz em show da Consciência Negra em Salvador

A cantora Alcione e o cantor WD, participante do The Voice Brasil, se juntam a Carlinhos Brown, Larissa Luz e Criolo em show que reverencia a Consciência Negra, em Salvador. A atriz e cantora Jéssica Ellen e a Banda Didá completam a lista de atrações do espetáculo Encontros Tropicais: Frequências do Gueto, que acontece nesta sexta-feira (dia 26), a partir das 19h30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Os ingressos gratuitos, limitados a 800 pares, podem ser resgatados no site oficial do evento, até às 14h do dia 24/11, dividido em três etapas (pré-cadastro, confirmação através do link enviado por e-mail para reserva dos ingressos e envio de QR Code por e-mail para as 800 primeiras pessoas que cumpriram a segunda etapa). O evento também será transmitido ao vivo no canal da Devassa no YouTube.

Produzido pelo DJ baiano Rafa Dias, do grupo Àttøøxxá, em cocriação com Brown e Larissa, o show celebrará os ritmos originários dos guetos que inspiraram uma música inédita da marca na série de Devassa Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto cocriada pela cantora IZA e jovens talentos das periferias brasileiras. No espetáculo desta sexta (26), a atriz Nara Gil dará vida à apresentadora de rádio DJ Afroblack, em alusão à sua famosa personagem DJ Black Boy na novela Armação Ilimitada (1985-1988), para narrar os três blocos temáticos do espetáculo, com releituras de hinos nacionais.

O ponto de partida de Encontros Tropicais: Frequências do Gueto é o samba, ritmo que nasceu marginalizado, já foi proibido e desde sempre retrata a realidade das periferias trazendo em suas letras cheias de suingue e malemolência a mensagem de resistência – que segue fazendo escola no rap e no funk atuais. Nesse bloco, sambas clássicos de Dona Ivone Lara e Leci Brandão ganham texturas tropicalizadas nas vozes da artista convidada Alcione e dos anfitriões Carlinhos, Larissa e Rafa, com a batucada que balança o gueto desde o início do século.

O segundo ato do show abre espaço para a Black Music dos anos 1970 e 1980, com o soul, a disco e a tecnologia eletrônica invadindo as pistas de dança no Brasil. O momento baile, com o protagonismo da dança, refletirá sobre como num momento de grande repressão e autoritarismo a criatividade tropical consegue se reinventar no gueto, e um movimento de orgulho e exaltação da cultura negra ganha forma – dando origem inclusive ao Dia da Consciência Negra, data criada pelo Movimento Negro na década de 1970. Os convidados WD e Jéssica Ellen se une aos anfitriões Carlinhos, Larissa e Rafa para revisitar sucessos de Cassiano, Tim Maia e Jorge Ben Jor.

O terceiro e último bloco do espetáculo chega aos anos 1990, quando a herança rítmica da música de pista tropicaliza a raiz ancestral para criar novas sonoridades. É a atualidade, a profusão de ritmos, do funk carioca ao pagodão, do rap, ao trap e ao afrobeats que explode atualmente nas periferias. É a nova história da música popular brasileira que continua nascendo e resistindo nos guetos. Nesse ato, os convidados Criolo, WD e Banda Didá e os anfitriões Carlinhos, Larissa e Rafa dividem os vocais com talentos de periferias brasileiras descobertos na série Criatividade Tropical: Abre as Portas para o Gueto.

Encontros Tropicais: Frequências do Gueto será realizado a partir do avanço da vacinação contra a Covid-19 em Salvador. O evento segue os protocolos de segurança do município, do Estado da Bahia e da Organização Mundial da Saúde: fluxo de 1.600 pessoas sentadas na plateia ao ar livre e com distanciamento. O espetáculo também exigirá apresentação do comprovante vacinal e a aferição de temperatura do público, além de oferecer infraestrutura para sanitização.

Serviço:

O quê: Show Encontros Tropicais: Frequências do Gueto com Carlinhos Brown, Larissa Luz e Criolo

Quando: sexta-feira (dia 26), a partir das 18h (abertura dos portões)

Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador) e transmissão ao vivo pelo canal no YouTube de Devassa 

Quanto: pares de ingressos gratuitos e intransferíveis (800 pares). Pré-cadastro no site oficial do evento até às 14h do dia 24/11/2021. Em cumprimento ao protocolo pandêmico do Estado da Bahia, para acesso ao local do evento é obrigatório a apresentação do comprovante das duas doses vacinação contra COVID-19 ou o comprovante de uma dose da vacina mais apresentação do resultado negativo do teste RT-PCR feito em até 48 horas. O comprovante pode ser físico ou digital (disponível nos aplicativo Conecte SUS).

Classificação etária: 18 anos

Festa Literária do Ceará debate relações homoafetivas em evento on-line
Festa Literária do Ceará debate relações homoafetivas em evento on-line

Depois de discutir racismo e inclusão social nos romances publicados por autores brasileiros no último ano, é a vez da Festa Literária do Ceará (FLAC) mostrar a sensibilidade de autores que tratam de relações homoafetivas em suas obras. A mesa Arde sem se ver, com Stênio Gardel e Flavio Cafiero acontece nesta quinta-feira (dia 18), às 19h30, com transmissão gratuita pelo canal da FLAC no YouTube.

Em A palavra que resta, seu romance de estreia, o cearense Stênio Gardel conta a história de Raimundo, que, criado na zona rural, nunca pôde assumir um relacionamento com outro homem. Aos 71 anos, já morando na capital, muito tempo depois daquele namoro brutamente interrompido, ele quer aprender a ler para saber o que há numa carta escrita pelo amor da adolescência.

Ao lado de Gardel, publicado pela Companhia das Letras, estará o carioca Flavio Cafiero. Radicado em São Paulo, finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura, Cafiero já recebeu elogios por Diga que não me conhece. No romance, lançado pela editora Todavia, o personagem Tato tenta superar o fim do relacionamento com Fabiano, mas a mudança para um novo apartamento em um bairro central da capital paulista não é suficiente para se recuperar da desilusão amorosa.

Serviço:

O quê: Festa Literária do Ceará (FLAC) – Mesa Arde sem se ver, com Stênio Gardel e Flavio Cafiero

Quando: quinta-feira (dia 18), às 19h30

Onde: transmissão ao vivo pelo canal da FLAC no YouTube

Quanto: gratuito

A sexta edição da Festa Literária do Ceará promoverá ainda mais cinco mesas de escritores do Brasil, e mais cinco encontros com autores cearenses.


SEMANA 4

Terça-feira (dia 23/11)

Ceará Protagonista – Entrevista aberta com Tércia Montenegro

Quinta-feira (dia 25/11)

Mesa Animalidade moral, com Antônio Xerxenesky (Uma tristeza infinita), Noemi Jaffe (O Que Ela Sussurra) e mediação de Humberto Pinheiro


SEMANA 5

Terça-feira (dia 30/11)

Ceará Protagonista

Entrevista aberta com Marco Severo

Quinta-feira, 02.12

Mesa O fabuloso Brasil, com Marcelo Vicintin (As sobras de ontem), Angélica Freitas (Canções de atormentar) e mediação de Juliana Diniz


SEMANA 6

Terça-feira (dia 07/12)

Ceará Protagonista

Entrevista aberta com Lorena Portela

Quinta-feira (dia 09/12)

Mesa Corpo Presente com Tatiana Salem Levy e Adriana Negreiros

MAM Bahia é palco de performance teatral do dramaturgo Leno Sacramento - Foto: Heraldo de Deus
MAM Bahia é palco de performance teatral do dramaturgo Leno Sacramento

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia), em Salvador, será o palco para a performance teatral Nas Encruza, do ator e dramaturgo Leno Sacramento. A apresentação gratuita do artista baiano, que integra o Bando de Teatro Olodum, será neste domingo (dia 14), às 15h30. A performance integra a programação criada pela Pinacoteca do Beiru para o Programa de Residências Artísticas do MAM. A ação ocupa a Galeria 3 do MAM-Bahia desde outubro e se prolongará até janeiro de 2022.

Nas Encruza é inspirada no espetáculo En(cruz)ilhada, monólogo de Leno que aborda problemas recorrentes na sociedade baiana e brasileira. “Com essa performance seguimos apontando mais problemas que atingem diretamente o povo preto, dessa vez o julgamento precoce e suas causas, genocídio, solidão de gêneros e morte declarada aos candomblecistas”, explica Leno.

O ator e dramaturgo fará também a leitura da publicação Para Desgraça – uma quarta para não esquecer. O livro escrito por ele, relata uma abordagem policial que Leno sofreu em 2018 na Avenida Sete de Setembro, na capital baiana, quando levou um tiro e foi parar no hospital. O título reproduz a fala do policial que o atingiu.

Leno Sacramento é ator e professor de teatro. Estreou aos 19 anos no Bando do Teatro Olodum, quando participou da peça Erê, sendo efetivado no grupo e iniciando carreira. Atuou nos espetáculos Ópera dos três mirréis (1996) e Ópera dos 3 reais (1998), baseados em A Ópera dos três vinténs (Brecht/Weill), além de Cabaré da RRRRaça e Ó paí, ó! Nascido na Liberdade, bairro carente de Salvador, Leno atuou nos filmes Cidade Baixa, Jardim das Folhas Sagradas, Besouro e Ó paí, ó! Participou da versão televisiva de Ó paí, ó, série da Rede Globo.

Ações da Pinacoteca do Beiru no MAM Bahia

Além de performances, como a de Leno, a Pinacoteca do Beiru promove na Galeria 3 a visitação gratuita ao ateliê montado pelo artista Anderson AC – criador da Pinacoteca – onde ele estará trabalhando, leituras públicas, aulas, oficinas, incluindo até uma apresentação de música jamaicana e DUB, além de rodas de conversa envolvendo música da diáspora. Nos próximos dias 21 de novembro, 5 e 19 de dezembro, continuam as Oficinas de Arte para Crianças – também gratuitas – em duas turmas: das 15h às 16h e das 16h às 17h. Para todas as atividades é obrigatório o uso de máscaras faciais.

Serviço:

O quê: performance teatral Nas Encruza, com o ator e dramaturgo Leno Sacramento

Onde: MAM-Bahia (Av. Contorno, s/nº, Solar do Unhão, Salvador-BA)

Quando: domingo (dia 14), às 15h30

Quanto: ingresso gratuito

Projeto de contação de história busca incentivar a valorização da ancestralidade
Projeto de contação de história busca incentivar a valorização da ancestralidade

Incentivar a leitura e valorizar a herança ancestral brasileira através da contação de histórias, esse é o intuito do projeto Ponto.Con.to. Durante um mês, até 27 de novembro, quatro vídeos de lendas, contos e poemas, que tragam a matriz afro ameríndia para o centro do debate, serão liberados no Instagram @nucleopontoconto e no canal do Núcleo Ponto Conto no YouTube, além de oferecer uma oficina de contação de histórias, ministrada pelo grupo baiano. O acesso é gratuito e o material contará com tradução para libras.  

Protagonizados e roteirizados pelos contadores Brenda Mariana, Clay Sabino, Débora Albuquerque, Maurício Pedrosa e Michele Lima, as histórias buscam ir além do preconceito que invisibiliza na nossa sociedade, há décadas, as nossas matrizes. Para isso, encenações sobre o Mito da Criação, tanto africana como ameríndia e das lendas do Tucano e do Tambor Africano, por exemplo, serão apresentadas de forma lúdica.

“Nossa intenção é incentivar o hábito da leitura e demonstrar a riqueza contida na cultura brasileira, reutilizando e ressignificando elementos geralmente desprezados, unindo arte e sustentabilidade”, explica Débora Albuquerque, uma das contadoras e produtora do projeto. A artista, inclusive, já tem uma história preferida: “A Galinha D’Angola”. “É uma lenda emocionante, que fala de persistência, de não desistirmos das coisas por conta de um obstáculo ao mesmo tempo que traz a beleza da ave vinda da África”, vibra.

Das 15 obras escolhidas para o Ponto.Con.to, três são poemas autorais escritos e contados por Brenda Mariana. São eles: Deságue, Diversidade e Descanso. “Meus poemas foram feitos inspirados no cunho social do nosso projeto ao falar da realidade de muitas pessoas nordestinas. Em Deságue, por exemplo, pensei na população negra que sofre uma pressão social e psicológica muito grande. Diariamente vemos notícias de pessoas negras morrendo, fora o racismo estrutural. Sendo assim, incentivo que as pessoas deságuem para além de toda essa pressão. Porque o choro, muitas vezes, é visto como sinal de fraqueza, mas não é. É necessário para que a gente possa aliviar toda essa carga”, detalha Débora.

Contemplado no edital 01/2020 – Premiação Aldir Blanc Bahia/Prêmio Fundação Pedro Calmon, grande parte da equipe de Ponto.Con.to é oriunda do projeto de extensão Dom Quixote: Biblioteca Andante, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tal ação promove a multiplicação de leitores, compreendendo que o acesso à leitura e o aprimoramento da comunicação auxiliam na integração social e no rompimento da histórica segregação do conhecimento.

Serviço:

O quê: Projeto de contação de história Ponto.Con.to

Quando: até 27 de novembro

Onde: Instagram do @nucleopontoconto e canal do Núcleo Ponto Conto no YouTube

Quanto: Gratuito

Classificação indicativa: Livre

YouTube player
Exposição na Caixa Cultural Salvador apresenta as primeiras movimentações bancárias femininas
Exposição na Caixa Cultural Salvador apresenta as primeiras movimentações bancárias femininas

As histórias das primeiras movimentações bancárias femininas da Caixa na Bahia são apresentadas pela exposição Emilianas: Um Conto de Réis, na Caixa Cultural Salvador. Construída a partir de pesquisa do conjunto de documentos artísticos e bancários do acervo da Caixa, a mostra tem curadoria de Dora Maria Galas e poderá ser vista até o dia 22 de fevereiro de 2022. A exposição tem entrada gratuita.

As obras que integram a exposição testemunham o início e a evolução da atividade bancária da Caixa desde 1861, traçando um paralelo com a existência de mulheres que confiaram na instituição e ali depositaram recursos. Emilianas: Um Conto de Réis atesta a participação da instituição bancária na preservação do patrimônio documental e cultural brasileiro, ao expor itens do seu Acervo que se confundem com a própria história do país.

Pintura, gravura, desenho, vídeos e instalações constituem as linguagens artísticas dessa mostra documental. Cada um desses registros apresenta uma singularidade que norteou a seleção dessas obras. Estão representadas histórias como a da baiana que batiza a exposição, Emiliana Maria da Conceição, primeira mulher a abrir uma conta na Caixa, no segundo dia de funcionamento do banco.

Os visitantes também poderão conferir as cadernetas de poupança de Maria Benedita de Siqueira Campello, a primeira mulher casada a abrir uma conta sem a tutela do marido, e a da escrava Elvira, que poupou durante sete anos para comprar sua alforria. As cadernetas de poupança das mulheres escravizadas, que compõe o Acervo Caixa, são reconhecidas pela UNESCO como alguns dos raros documentos oficiais daquele período.

Também estão expostas duas obras de Djanira, reconhecidamente uma das maiores pintoras do país, que foi também trabalhadora rural, cozinheira, pensionista e ambulante. A exposição conta ainda a história do relacionamento de Djanira com a Caixa, iniciado em 1942, quando a artista abriu sua caderneta de poupança. Histórias de mulheres da modernidade também estão presentes, por exemplo, em documentos relacionados às baianas de acarajé, cujo ofício foi recentemente reconhecido como bem cultural de natureza imaterial.

Serviço:

O quê: Exposição Emilianas: Um Conto de Réis

Quando: de terça a domingo, das 9h às 18h

Onde: Caixa Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador)

Quanto: entrada gratuita

Classificação: Livre

Mais informações: (71) 3421-4200

Elba Ramalho celebra 40 anos de carreira em show com Fagner, Zeca Baleiro e Toni Garrido

A cantora Elba Ramalho celebra seus 40 anos de carreira em show on-line com a participação dos cantores e compositores Raimundo Fagner, Zeca Baleiro e Toni Garrido. A apresentação gratuita integra a programação do projeto Raízes do Brasil e será transmitida, nesta sexta-feira (dia 29), a partir das 20h, diretamente do palco do Teatro Bradesco, em São Paulo, pelo canal do espaço no YouTube.

Sinônimo de festa e alegria, a rainha do forró promete animar os fãs com um repertório eclético, que mistura forró, xote, baião e frevo, incluindo clássicos de Gonzagão, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro. Os grandes sucessos desses 40 anos de carreira, não ficarão de fora, como: Gostoso Demais, Aconchego, Dia Branco, Chão de Giz, Bate Coração, Sabiá, Banho de Cheiro e Frevo Mulher. Ao longo da transmissão, a artista, trará mensagens ressaltando importância do autocuidado na prevenção ao câncer de mama, frente ao Outubro Rosa.

Em aproximadamente uma hora e meia de show, Elba não canta por cantar, ela canta para dizer, para contar histórias, para lembrar lugares, para explicar pessoas e revelar um retrato das mais belas paisagens sonoras do Brasil. “Será uma honra dividir o palco com amigos queridos, mais do que artistas talentosos, são amigos que eu admiro. Também não posso deixar de falar sobre a importância do Outubro Rosa. Passei pelo câncer de mama e insisto em dizer que o autoexame é fundamental. O exame e a prevenção devem ser feitos sempre. Devemos cuidar da saúde da mulher o ano todo”, declarou a cantora.

Vencedora do Prêmio de Música Brasileira em 16 ocasiões, Elba Ramalho foi ganhadora de dois Grammy Latino e em 2021 foi indicada a mais uma premiação do Grammy Latino, com o disco Eu e Vocês, que foi gravado em casa e contou com a produção do filho Luã. O trabalho está concorrendo na categoria de Raízes em Língua Portuguesa. Lançado em novembro de 2020, Eu e Vocês é o 38º trabalho da artista e possui 12 faixas.

Serviço:

O quê: Show de Elba Ramalho pelo projeto Raízes do Brasil, com participação de Raimundo Fagner, Zeca Baleiro e Toni Garrido

Quando: sexta-feira (dia 29), às 20h

Onde: no canal do Teatro Bradesco no YouTube

Quanto: gratuito

Foto: Lucas Menezzes

Mostra apresenta influência de Raquel Trindade, a Rainha Kambinda, na cultura afro-brasileira
Mostra apresenta influência de Raquel Trindade, a Rainha Kambinda, na cultura afro-brasileira

Ocupação Olhares Inspirados: Raquel Trindade, Rainha Kambinda é o nome da mostra que ocupa o quinto andar do Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo. A exposição estabelece a influência social e cultural de Raquel Trindade (1936-2018), a partir de sua trajetória de vida e obra, os quais são tomados como elementos propulsores para novas criações artísticas. O público poderá visitar a mostra gratuitamente mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/exposicoes. As atividades presenciais seguem protocolos de saúde pública para evitar o contágio da Covid-19.

A ocupação homenageia a Rainha Kambinda, como era conhecida Raquel, e faz articulações sobre sua trajetória e legado artístico. A mostra conta com um núcleo central dedicado a ela, com pesquisa da curadora, artista, educadora, doutora em Artes Visuais e professora Renata Felinto. Além de obras, são apresentados objetos pessoais da griot – guardiã de saberes ancestrais africanos – e multiartista, que se estabeleceu em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, dedicando-se ao universo artístico afro-brasileiro até o ano de sua morte, em 2018.

Os outros núcleos da ocupação, no formato “trabalho em processo”, são compostos por obras inéditas de até onze artistas negras e afro-indígenas de São Paulo que reinterpretam, a partir de diferentes linguagens, aspectos presentes na vida e obra de Raquel Trindade. A artista plástica foi também educadora, escritora, coreógrafa, fundadora do grupo de dança Nação Kambinda de Maracatu e mantenedora do Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes.

Entre as convidadas, para construção das obras e performances durante todo período de ocupação, está Aline Bispo. A artista busca inspiração em temas como os aspectos nada pacíficos da miscigenação brasileira, gênero, sincretismos religiosos e étnicos, explorados através de ilustrações, pinturas e fotografia, trazendo aspectos de sua pesquisa em performance, Outra convidada da ocupação é a artista grafiteira, artesã, educadora social, escultora, pintora e empreendedora, Nenesurreal, que apresenta suas várias facetas pautadas pela pesquisa e valorização da estética da mulher negra e da luta feminista.

A ocupação conta também com trabalhos de performers, como Aretha Sadick e Charlene Bicalho, multiartistas gráficas, e da street art, como Bianca Foratori, Soberana Ziza, Eve Queiróz e Ione Maria, além da fotógrafa e videoartista Daisy Serena e Patricia Gonzalez, representante da geração de artistas que conviveram com Raquel. Outro destaque é a obra em vídeo poético de Maria Trindade, neta de Raquel Trindade, que trata do Axexê, ritual fúnebre de passagem de sua avó.

Atividades em ambiente virtual nas plataformas e redes sociais do Sesc 24 de Maio seguem até o final da mostra. Serão oferecidas ações educativas e artísticas, com arte-educadoras/es, dançarinas/os, pesquisadoras/es, cineastas e roteiristas que estão em constante diálogo com a produção artística afro-brasileira, produzindo reflexão a respeito da vida, da obra e do legado de Raquel Trindade.

Serviço:

O quê: Ocupação Olhares Inspirados: Raquel Trindade, Rainha Kambinda

Onde: Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo)

Quando: visitação de terça a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 9h às 16h; domingos e feriados, das 11h às 16h até 12 de dezembro de 2021

Quanto: Ingresso gratuito mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/exposicoes

Classificação indicativa: Livre