O ator, diretor e pesquisador Armindo Bião encena o espetáculo musical de teatro de cordel A Gente Canta Padilha.A montagem cênica em processo de construção, fica em cartaz no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador, até 5 de setembro, com apresentações gratuitas de quinta-feira a domingo, sempre às 20h.
A peça investigaa possível transformação de uma personagem histórica do século XIV espanhol, Doña María de Padilla, na entidade da umbanda brasileira contemporânea, Maria Padilha. Ao longo de oito quadros, a ação acontece na atualidade e em outros momentos da história, passando pela Espanha, Portugal, França, Angola e Brasil.
No elenco os atores Alam Félix, Elmir Mateus, Fao Miranda, Gil Teixeira, Indaiá Oliveira, Karol Senna, Lipe Dias, Rosa Adelina, Sara Jobard e Thales Branche. A peça tem direção musical de Luciano Salvador Bahia e dramaturgia e encenação assinadas pelo próprio, Armindo Bião.
O cantor Léo Estakazero, que está comemorando 20 anos de carreira, abre temporada dos Ensaios de São João em Casa nesta semana. Em virtude da pandemia, os ensaios serão em formato de live musical no canal do artista no YouTube. Nesta sexta-feira (dia 21), às 20h, o artista recebe como convidados da primeira edição do projeto os cantores Jó Miranda e Noberto Curvello.
Gravado na casa do cantor, a primeira edição da temporada dos Ensaios de São João em Casa apresenta a música de trabalho desta temporada. Batizada de Mais 20 anos, a canção composta por Jó Miranda e Allan Requião traz na letra os nomes dos grandes sucessos da banda. “Esta foi uma forma de agradecer e comemorar a carreira que temos”, garante Léo Estakazero. A música, assim como toda a discografia, está disponível em todas as plataformas streaming.
Na estrada desde 2001, Léo Estakazero é atualmente um dos principais representantes do Forró na Bahia. Em sua trajetória emplacou diversos sucessos que até hoje estão na mente do público e no repertório das várias bandas do ritmo. Canções como: Encosta N´Eu, Sapatilha 37, Botando pé naestrada, Janaína, Todo Seu e Lua Minha. Com um repertório que resgata o forró de raiz, daqueles que se dança juntinho, com linguagem pop, traz uma nova roupagem ao ritmo nordestino.
Neste 20 anos de carreira, Léo Estakazero lançou três DVDs, além de uma discografia com os álbuns: Botando o Pé na Estrada, de 2003; Lua Minha, de 2005; Ao vivo, de 2006; Arrasta-pé pelas Estrelas, de 2008, Viva Luiz!, de 2010; Na Balada, de 2012; A Festa começou, de 2013; Eu tô bem na Fita, de 2015; Pertinho de 2016; Todo Seu de 2017; e Anjo Meu, de 2018.
Serviço:
O quê:Ensaios de São João em Casa de Léo Estakazero com participação de Jó Miranda e Noberto Curvello
A cantora e atriz baiana Ana Mametto faz reverência à importantes nomes da MPB no show Saudação, no palco do Wish Hotel da Bahia, em Salvador. O espetáculo, que integra a programação do projeto Estação Rubi, será realizado no dia 4 de novembro (sexta), às 20h30, e o couvert artístico custa R$ 100.
O show leva o mesmo nome do mais recente álbum da cantora, gravado durante a pandemia. No repertório, Mametto traz releituras de canções de Vinícius de Moraes, Baden Powell, Aldir Blanc, Mateus Aleluia e Dorival Caymmi. Músicas que marcaram uma geração e representam a força e a poesia de um dos maiores movimentos artísticos do país, iniciado na década de 1960 com o estrondoso sucesso de Elis Regina.
Saudação vai além da sofisticação da MPB, convoca a força do sagrado e reverencia a cultura afro-brasileira em músicas como Canto de Xangô, de Baden Powell e Vinícius de Moraes; Canoeiro, de Dorival Caymmi, e Nação, de Aldir Blanc e João Bosco, além de canções eternizadas na voz de Clara Nunes. Um tributo de Ana Mametto às suas raízes artísticas.
“Revisitei a minha casa interior com esse álbum. Relembrei a infância e me conectei com o sagrado. Agora, quero dividir no palco a experiência de mergulhar na música afro-brasileira, saudando esses nomes que fazem parte da minha trajetória como artista e mulher”, destaca Ana Mametto, que é acompanhada pelos músicos Citnes Dias, na percussão, e Yacoce Simões, no piano e na direção musical do trabalho.
Serviço:
O quê: show Saudação, com Ana Mametto
Quando: sexta, dia 4 de novembro, às 20h30
Onde: Estação Rubi – Wish Hotel da Bahia (Av. Sete de Setembro, 1.537, Campo Grande, Salvador – BA)
Quanto: couvert artístico custa R$ 100 e está à venda pelo WhatsApp (71) 9922-4545 e (71) 9692-4546 ou na bilheteria, de forma presencial: sexta e sábado, das 14h às 20h30
*Texto atualizado em 01/11/2022, após o cancelamento da segunda apresentação, que ocorreria no dia 05/11
No repertório de “Saudação”, Ana Mametto traz releituras de canções de Vinícius de Moraes, Baden Powell, Aldir Blanc, Mateus Aleluia e Dorival Caymmi – Foto: Felipe OliveiraNo palco Ana Mametto é acompanhada pelos músicos Citnes Dias e Yacoce Simões – Foto: Felipe Oliveira
Ana Mametto faz reverência à importantes nomes da MPB no show “Saudação”, em Salvador
Dona de uma das vozes mais potentes da música baiana, Margareth Menezes faz show de abertura da segunda edição do Festival Gastronômico & Musical de Morro de São Paulo, no dia 15 de outubro, às 16h. O repertório do espetáculo musical traz uma seleção eclética de canções que marcaram os 35 anos de carreira da cantora e compositora. A violinista Hosana Ibarra e o grupo OnLive Bahia completam a programação musical da noite.
O show para apenas 500 pessoas vai acontecer na Fortaleza de Tapirandú, mais conhecida como Forte de Morro de São Paulo, monumento histórico do período do Brasil Colônia, construído por volta de 1630, e um dos cartões postais da ilha. O primeiro lote dos ingressos, que custam R$ 150, já podem ser adquiridos pelo aplicativo Viva Cairu. A plataforma, disponível para smartphones, também traz informações turísticas sobre a ilha e rendeu o reconhecimento de pioneirismo por parte do projeto Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), do Ministério do Turismo.
Show Eletroacústico
Margareth Menezes irá apresentar o novo show Eletroacústico em formato mais compacto que soma à potente voz da artista, violão, guitarra, baixo e “percuteria”, uma mistura de bateria e percussão. No repertório estarão músicas do álbum Autêntica, seu trabalho mais recente, indicado ao Grammy Latino 2020. O setlist ainda presta uma homenagem a grandes nomes da Música Popular Brasileira que influenciam a trajetória da artista.
Serviço:
O quê: show de abertura da 2ª edição do Festival Gastronômico & Musical de Morro de São Paulo com Margareth Menezes e o grupo musical OnLive Bahia e a violinista Hosana Ibarra
Onde: Fortaleza de Tapirandú – Forte de Morro de São Paulo (Ilha de Morro de São Paulo, Cairu – BA)
Quanto: os ingressos custam R$ 150 (1º Lote) e estão à venda pelo aplicativo Viva Cairu
Mais informações: no perfil do Festival no Instagram @festivaldemorro
A terceira edição do FALA! – Festival de comunicação, culturas e jornalismo de causas será aberta nesta quinta-feira (dia 25), em Salvador. Nesta edição, serão debatidos temas relacionados ao papel dos meios de comunicação na democracia, direitos humanos, movimentos sociais, cultura, combate ao silenciamento, jornalismo posicionado e novas formas de ver o mundo. Entre os participantes do evento estão as jornalistas Aline Midlej (Globo News), Joyce Ribeiro (TV Cultura) e Valéria Almeida (TV Globo). Os debates e oficinas serão realizados de forma gratuita de 25 a 27 de agosto e com transmissão ao vivo pelo canal do festival no YouTube.
“Pensando no futuro do jornalismo e dos meios de comunicação em massa, o propósito do FALA! é abraçar a diversidade e a democracia a partir da perspectiva popular dentro da área e abrir espaço para que profissionais independentes atuem de forma conjunta, sendo capazes de desenvolver discussões amplas e democráticas sobre os temas atuais”, comenta Rosenildo Ferreira, idealizador do Festival FALA!
Nesta quinta-feira (dia 25), às 19h30, no Teatro Gregório de Mattos, acontece a mesa de abertura intitulada O lugar da utopia em um mundo distópico. O painel traz discussões sobre como os ideais de uma sociedade igualitária e verdadeiramente democrática podem impulsionar uma agenda política de oposição ao avanço do autoritarismo, do preconceito e da violência. A mediação do debate será realizada por Cristiane da Silva Guterres, jornalista, apresentadora e redatora; com participação de Helio Santos, doutor em administração e fundador do IBD (Instituto Brasileiro de Diversidade); e Cíntia Guedes, doutora em comunicação pela UFRJ, com ênfase em relações raciais, colonialidade do poder e produção de subjetividade.
Na sexta-feira (dai 26), abrindo o segundo dia do FALA!, às 10h15, o painel Entre redes e ruas: Que democracia é essa? apresenta uma discussão sobre a qualidade da democracia no Brasil a partir de um debate público promovido nas redes sociais e na vivência das ruas. Mediada por Rosane Borges, doutora em ciência da comunicação pela ECA-USP, a mesa também recebe Michel Silva, graduado em jornalismo pela PUC-RJ, é cofundador do jornal Fala Roça; Midiã Noelle, jornalista e mestra em cultura pela UFBA; e Célia Tupinambá, líder indígena, professora, intelectual e artista da aldeia Serra do Padeiro.
Novas resistências para velhas violações é o tema do segundo debate do dia, que começa às 15h, e será apresentado pela jornalista Valéria Lima, do Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô. O painel irá abordar o papel da comunicação na construção de caminhos contra a barbárie. Para integrar a mesa, participam Guilherme Soares, jornalista, consultor em diversidade e criador do Guia Negro; Denise Mota, jornalista da Agence France-Press, No Toquen Nada e Folha de S. Paulo; e Claudia Wanano, comunicadora da Rede Wayuri, de São Gabriel da Cachoeira (AM).
Para finalizar os debates da sexta-feira (dia 26), às 18h45, a mesa Uma cidade para todas as histórias, mediada pela jornalista Mônica Santos, discute a ocupação de artistas, movimentos sociais e comunicadores em espaços gentrificados das grandes metrópoles. A artista visual e muralista Luna Barros; o coordenador do Centro Cultural Que Ladeira É Essa, Marcelo Teles; e a comunicadora e mestranda em educação pela USP Ana Flor, são os participantes convidados para o painel.
Iniciando a programação do último dia do Festival FALA!, às 10h30, a cofundadora do portal Nós, Mulheres da Periferia Semayat Oliveira apresenta a mesa Novas formas de ver e contar o mundo. Participam desta discussão Fabiana Lima, do Slam das Minas; Darwiz Bagdeve, professor universitário e escritor da história em quadrinhos Guerreiro Fantasma; e Yane Mendes, cineasta periférica e parte do time de coordenadores da Rede Tumulto, em Recife (PE).
O penúltimo painel do festival começa às 15h e tem como tema Nós por nós. Identidade, cultura ancestral e combate ao silenciamento. Nele participam Naira Santa Rita, profissional da área de direitos humanos e sustentabilidade; Erisvan Guajajara, jornalista, defensor dos direitos indígenas, fundador e coordenador da Mídia Índia; Joyce Cursino, jornalista, produtora e cineasta; e Natureza França, educadora, mestra em dança e produtora cultural, integrante do Quilombo Aldeia Tubarão e da Rede ao Redor.
Fechando os três dias de discussões e aprendizado sobre comunicação, cultura e democracia, às 18h, os grupos Alma Preta, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo e 1 Papo Reto encerram o festival com o painel O jornalismo posicionado e suas subjetividades, que apresenta e defende a comunicação posicionada que dialoga com a arte e a cultura.
Oficinas
Além dos painéis, a programação do Festival FALA! promove oficinas presenciais, que acontecem no Espaço Cultural Boca de Brasa a fim de desenvolver atividades práticas sobre arte, cultura, pesquisa e comunicação. As primeiras oficinas Pesquisa em Jornalismo: Vamos conversar? O diálogo entre prática e pesquisa em Jornalismo e Arte e Cultura: a gente não quer só comida acontecem na sexta-feira (dia 26), às 14h e às 15h15, ministradas, respectivamente, por Fabiana Moraes, jornalista, professora e pesquisadora do núcleo de design e comunicação da UFPE, Denis de Oliveira, jornalista e professor da ECA-USP e pelos escritores Marcelino Freire e Miriam Alves.
Os workshops previstos para o sábado (dia 27) acontecem também às 14h e às 15h15, abordando os temas: Direito à Comunicação: Porque não me calo: o debate interditado sobre o direito à comunicação, por Charô Nunes, da organização Blogueiras Negras, e Daiene Mendes, do Repórteres Sem Fronteiras, e Pluralidade: representatividade e empoderamento no centro do debate, com Aline Midlej, jornalista da Globo News, Joyce Ribeiro, jornalista da TV Cultura e Valéria Almeida, jornalista da TV Globo.
Entre os debates e oficinas, também ocorrerão intervenções artísticas das musicistas Amanda Costa, Iane Gonzaga e Áurea Semiséria; declamação de poesias por Rilton Júnior e pelo grupo Slam das Minas; performance e dança de Diego Mamba Negra e Mano Sabota, além da apresentação do conjunto Pradarrum, que trabalha a preservação e valorização da musicalidade dos terreiros de candomblé.
Serviço:
O quê: FALA! – Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo e Causas
Onde: Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves, s/n, Centro, Salvador – BA) com transmissão ao vivo pelo canal do Festival FALA! no Youtube
Quando: de 25 a 27 de agosto (de quinta a sábado)
Quanto: inscrições gratuitas pelo Sympla (Necessário a apresentação da caderneta de vacinação contra a Covid-19)
Oficinas:
Local: Espaço Cultural Boca de Brasa (Praça Castro Alves, s/n, Centro, Salvador – BA)
Quando: de 26 a 27 de agosto, das 13h30 às 14h30
Quanto: inscrições gratuitas pelo Sympla. Sujeito a lotação
Entre os dias 8 e 17 de julho, será possível visitar cinco das principais igrejas do circuito histórico-cultural de Salvador de um jeito diferente. Neste período, os templos serão palco para concertos que estreiam uma série de ações desenvolvidas pelo projeto Bahia Sagrada. Dez atrações nacionais e locais ocuparão esses espaços com apresentações que vão misturar música instrumental, orquestra e canto coral, em repertórios que vão de Villa-Lobos a Axé Music, passando por rock progressivo.
Os repertórios de todos os concertos dialogam com a cultura baiana e com os espaços das igrejas. “Todos os artistas convidados foram orientados a dar um acento regional à apresentação. Também fizemos pedidos especiais, como a releitura do Hino ao Senhor do Bonfim, que completa 100 anos em 2023. Além do significado religioso que o hino tem para os baianos, ele é bastante representativo do diálogo que a religião estabelece com a cultura. O hino foi gravado no álbum de estreia da Tropicália, em 1968”, explica Rafael Alberto Alves, diretor artístico do projeto. Segundo Alves, o hino será apresentado em pelo menos dois concertos – por um quinteto de cordas com berimbau e na guitarra.
Os ingressos gratuitos podem ser retirados antecipadamente online pelo site sympla.com/bahiasagrada. Além dos concertos, o projeto prevê ainda reformas e restaurações dos templos, a elaboração de um livro e de um guia enfocando as igrejas como edifícios históricos, a iluminação das talhas de ouro e dos azulejos portugueses da Igreja do Convento de São Francisco, e a criação de museus que apresentam a história desses lugares e suas relações com a própria história de Salvador e de outros municípios baianos. Os concertos são financiados pela Chesf via Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, e com apoio da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.
Na Igreja Basílica do Senhor do Bonfim se apresentam o Quinteto da Bahia e o duo Gabriele Leite e Eduardo Gutterres. Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se apresentam As Ganhadeiras de Itapuã e o Grupo Ofá. A igreja de São Pedro dos Clérigos recebe o Núcleo de Ópera da Bahia. Na Igreja São Francisco se apresentam o duo André Mehmari e Rafael Cesário, e Chico Brown. Já na Nossa Senhora da Conceição da Praia se apresentam o Coro Juvenil do Neojibá e o Coral Ecumênico da Bahia.
“São igrejas bastante conhecidas, com inegável relevância histórica. Mas queremos levar aos concertos pessoas que não conhecem os locais. Além de também surpreender quem já está acostumado com eles”, explica Camilo Cassoli, diretor geral do projeto. “O fiel que é habituado ao espaço, por exemplo, vai ter um direcionamento diferente do olhar para perceber aspectos artísticos e arquitetônicos que passam despercebidos no dia a dia”, complementa Cassoli.
Para acolher e orientar o público, o projeto vai contratar como monitores jovens do Coral Aponte, atendidos pelo centro Comunitário Monsenhor José Hamilton que está vinculado à Paróquia da Ascenção do Senhor. Todos são alunos da Escola Estadual Bolívar Santana, que fica no Centro Administrativo da Bahia. Responsável pela Pastoral do Turismo de Salvador e consultor do projeto, Padre Manoel Oliveira acredita que as ações “contribuem para o fortalecimento do nosso turismo religioso, inclusive desfazendo o preconceito de que cultura e religião são incompatíveis. Trata-se de um projeto musical, com nuances de outras denominações religiosas, em templos católicos tombados pelo patrimônio histórico nacional”, destaca.
Outra iniciativa dos concertos Bahia Sagrada é a realização de ações formativas para professores e alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas de Salvador. Mais de 300 pessoas irão participar de palestras com o historiador Rafael Dantas e com o maestro Ângelo Rafael sobre questões históricas e sensibilização musical a partir do repertório dos concertos e da arquitetura das igrejas que acolhem o projeto.
Programação completa da série de concertos Bahia Sagrada:
Sexta-feira, dia 8 de julho, às 19h – Quinteto da Bahia na Igreja Nosso Senhor do Bonfim
Sábado, dia 9 de julho, às 16h – As Ganhadeiras de Itapuã na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Sábado, dia 9 de julho, às 18h – Grupo Ofá convida Rum Alagbê na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Domingo, dia 10 de julho, às 16h – Núcleo de Ópera da Bahia na Igreja São Pedro dos Clérigos
Domingo, dia 10 de julho, às 17h30 – Ivan Sacerdote e Felipe Guedes na Igreja São Francisco
Sexta-feira, dia 15 de julho, às 19h – Gabriele Leite e Edu Gutterrez na Igreja Nosso Senhor do Bonfim
Sábado, dia 16 de julho, às 17h30 – André Mehmari e Rafael Cesário na Igreja São Francisco
Sábado, dia 16 de julho, às 19h30 – Chico Brown na Igreja São Francisco
Serviço:
O quê: Série de concertos do projeto Bahia Sagrada
Quando: de 8 a 17 de julho
Onde: Igreja Basílica do Senhor do Bonfim, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Igreja de São Pedro dos Clérigos, Igreja de São Francisco e Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia.
Quanto: ingressos gratuitos podem ser retirados antecipadamente online pelo site sympla.com/bahiasagrada
Igreja de São Francisco – Foto: Fernando BarbosaIgreja de São Francisco – Foto: Fernando BarbosaIgreja de São Pedro dos Clérigos – Foto: Fernando BarbosaIgreja do Rosário dos Pretos – Foto: Fernando BarbosaIgreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia – Foto: Fernando BarbosaBasílica do Senhor do Bonfim – Foto: Fernando Barbosa
A sétima edição da Mostra Prêmio Braskem de Teatro reapresenta os espetáculos indicados à mais tradicional premiação das artes cênicas da Bahia. As peças concorrentes ficarão em cartaz no canal da premiação no YouTube, de 14 de abril até o dia 15 de maio. As apresentações serão gratuitas.
Com a mostra, o público tem a oportunidade de rever os trabalhos indicados ao prêmio, na categoria performance, espetáculo adulto e infantojuvenil. Ao todo, serão reapresentados 15 espetáculos: De como me tornei invisível para caber no meu espírito, Gota D’Água, Barcarola Encantada, Arquivo Vivo, NAU, História do Mundão, Omorfiá, Para-iso, Metamorfose, Corpo Presente, A Filha da Monga, Zumbindo, Alcantil, Ensaio para um Redenção e Um Corpo de Palavras.
A cada semana, três peças serão exibidas durante quatro dias (quinta a domingo), permitindo que o público defina o melhor momento para assistir, o que deixa a arte mais acessível. A Mostra Prêmio Braskem de Teatro é promovida pela Caderno 2 Produções Artísticas e patrocinada pela Braskem e Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.
Confira programação da 7ª Mostra Prêmio Braskem de Teatro:
De quinta (14/04) a domingo (17/04)
De como me tornei invisível para caber no meu espírito
(Performance)
Numa dimensão pós-humana, as imagens travam uma guerra contra elas mesmas. Uma criatura precisa tornar-se invisível para sobreviver ou um vídeo-tese a partir de pesquisas e métodos do invisível no campo da arte, especificamente a performance, relacionadas diretamente ao Gênero Trans Não-Binário. É possível hoje a emancipação, me tornando invisível? É possível existir invisível? Uma experimentação íntima sobre processos desidentitários, sumiço e testemunha.
Performance De Como me Tornei – Foto: Alex Oliveira
Gota D’água
(Espetáculo Adulto)
A peça Gota D’Água, texto teatral escrito por Chico Buarque e Paulo Pontes, ganha uma nova montagem contada a partir do ponto de vista dos dois personagens principais, Joana e Jasão. Ambientados em um cenário degradado que presentifica, através das cores, formas e texturas, traçando um paralelo simbolista com o Subúrbio Ferroviário de Salvador e o Porto das Sardinhas, traz à tona as questões sociais, culturais e as formas de resistência da população periférica.
Espetáculo Gota D’água – Foto: Larissa Lacerda
Barcarola Encantada
(Espetáculo Infantojuvenil)
O “Grupo de Teatro de Bonecos Vira Toco”, da cidade de Rio de Contas na Chapada Diamantina Bahia, conta as histórias, mitos e lendas das águas do Rio São Francisco e da Chapada Diamantina nesse novo espetáculo. As histórias são narradas pela Vovó Sá Binidita, que viaja para a sua Romaria em Bom Jesus da Lapa e lá conhece Tõe, um menino do sertão que foge dos maus tratos e da seca. Com o sonho de ser tocador, Tõe pega seu violão e inicia sua jornada em uma barcarola encantada pelo Rio São Francisco, encontrando os seres encantados como o Caboclo D’água, Mãe D’Água, sereias e as carrancas.
Como mergulhar na memória do teatro da Bahia atravessada pelo imperativo do distanciamento social? “Arquivo Vivo” é o trabalho que resulta deste desafio. Reunindo no elenco Claudia Di Moura, Diogo Lopes Filho, Fábio Osório Monteiro, Larissa Lacerda, Mônica Santana e Neto Machado, com direção de Jorge Alencar e codireção de Neto Machado, a peça constrói um arcabouço poético para manter a criação teatral em movimento, realizando práticas de ativação da memória em um ritual coletivo. O título do trabalho, “Arquivo Vivo”, dá materialidade ao seu formato e ao jeito como a plateia online poderá frui-lo: adentrar a obra significará acessar um link exclusivo em um dos funcionais serviços digitais para armazenamento e partilha de arquivos – a chamada “memória em nuvem”.
Performance Arquivo Vivo – Foto: Patricia Almeida
NAU
(Espetáculo Adulto)
O espetáculo narra a história da Legião HZ, um grupo de energia de pessoas que viveram no Brasil pós-colonial, que pedem ao Sistema Solar para não voltar mais ao Brasil como seres humanos, pois todos os retornos anteriores foram desastrosos para eles. Como o pedido não foi atendido, em fúria, a legião decide descer ao Brasil, ainda como frequências, para observar como está o país e, a partir daí, desenvolver uma estratégia para nunca mais voltar, mesmo que isso implique em acabar com a terra.
Espetáculo NAU – Foto: Wilton Cirineu, Cirlla Machado e arte: Elton Carlos
Histórias do Mundão
(Espetáculo Infantojuvenil)
Histórias do Mundão é um espetáculo de contação de histórias que narra as memórias das irmãs Tina e Kekeu. Cansadas de só olhar o mundão através das telinhas, as meninas resolvem que é a hora de conhecer o diferente. E é, a partir daí, que elas embarcam numa aventura pela magia da leitura.
Espetáculo Histórias do Mundão – Foto: Nathalia Miranda
De quinta (28/04) a domingo (01/05)
Omorfiá
(Performance)
Até onde estamos dispostos a ir para seguir um ideal de beleza que não é fiel a sociedade em que estamos inseridos? “Oμορφιά- Omorfiá” é um desabafo performático acerca da exagerada busca pelo padrão de beleza grego e o impacto nos corpos marginalizados e fora dos padrões.
Performance Omorfiá – Foto: Jessica Bezerra
Para-iso
(Espetáculo Adulto)
PARA-ISO propõe uma reflexão sobre o modo como o HIV/Aids e o COVID-19 têm atingido os corpos gays, numa tentativa de tecer uma correlação entre as epidemias que distam em 40 anos. Episódico, o espetáculo teatral remonta a trajetória de um homem gay, duplamente positivo, que vem a óbito, a partir da visão de cinco personagens que têm suas vidas atravessadas por Ele e na noite de seu velório, ao se encontrarem na Casa PARA-ISO, residência d’Ele, transbordam as memórias que o afirmam.
Espetáculo PARA-ISO – Foto: Dante Vincenzo
Metamorfose
(Espetáculo Infantojuvenil)
O espetáculo apresenta a rotina diária de um senhor sertanejo, vivendo as dificuldades da seca que assola o sertão. Em seu universo imaginário particular, ele vive em total isolamento e relaciona-se com elementos da natureza ao seu redor. Durante esse processo de solidão, descobre a dor da perda e a possibilidade de imergir em um processo de transformação do ser por meio desta interação, que resulta na descoberta de um mundo além das fronteiras da imaginação.
Espetáculo Metamorfose – Foto: Anderson Rodrigues
De quinta (05/05) a domingo (08/05)
Corpo Presente
(Performance)
A atriz Carla Lucena mergulha em seu íntimo na cena performática “Corpo Presente” para buscar suas memórias e reconhecimento de alteridade ao lembrar do rito de passagem de sua mãe. A atriz realiza todas as ações da cena, luz, sonorização, interpretação e com apenas uma câmera parada e sentada em sua escrivaninha redige cartas endereçadas a sua mãe, mas sem retorno. As cartas são escritas quando ela recebe a notícia de seu falecimento e precisa lidar de modo direto e prático com essa realidade.
Performance Corpo Presente – Foto: Nathalia Leal
A Filha da Monga
(Espetáculo Adulto)
O espetáculo A filha da Monga narra a história de uma jovem que faz o papel da mulher que vira monstro e se torna a principal atração do parque de diversões de uma cidade do interior. Entre a realidade e a imaginação, a trama percorre a jornada de afetos da história dessa mulher.
Espetáculo A Filha da Monga – Foto: Divulgação
Zumbindo
(Espetáculo Infantojuvenil)
O musical traz o encantamento e a contemplação da cultura Iorubá e aspectos da tradição Bantu – nação predominante no quilombo alagoano – a partir da trajetória de Flor, uma menina negra, tal qual Dandara, que conhece Palmares através das histórias contadas por sua mãe. Através da ludicidade e do saber compartilhado, a protagonista da história transforma o guerreiro Zumbi no seu amigo imaginário.
Espetáculo Zumbindo – Foto: Divulgação
De quinta (12/05) a domingo (15/05)
Alcantil
(Performance)
O espetáculo narra a vida solitária de um humano, preso numa redoma de elétrons da rede cibernética, em que tem como única companhia uma TV de sua casa e um ventilador, o qual começa a chamar de Doutor e o humaniza, numa espécie de “psicanalista inanimado”, narrando suas disforias. O espetáculo performativo, afoito e fragmentado, traz questões como o corpo-ciborgue, a rede social virtual, a realidade, a ficção, o simulacro e os modelos líquidos das relações contemporâneas, numa variação de linguagens e estéticas
Performance Alcantil – Foto: Coletivo Zero
Ensaio para uma Redenção
(Espetáculo Adulto)
[Ensaio] para uma Redenção traz a jornada de Mané, que em meio às suas peripécias, se perde da sua cidade natal. Na busca pela sua querida Redenção, se defronta com diversos personagens que promovem diálogos sobre a vida e morte, pertencimento e resistência, igualdade, amor e guerra e a complexa arte de viver em sociedade.
Espetáculo Ensaio para uma Redenção – Foto: Divulgação
Um Corpo de Palavras
(Espetáculo Infantojuvenil)
O espetáculo de teatro de sombras “Um Corpo de Palavras” conta a história de uma menina chamada Paula, cujo corpo se cobria de palavras sempre que ouvia dos adultos rótulos e julgamentos que diziam quem ela era ou deveria ser. O espetáculo pretende levar a reflexão sobre o poder das palavras-rótulos que são usadas desde a mais tenra infância, para julgar as crianças como “birrentas, chatas, teimosas, boas ou más”, de forma a conduzir o olhar delas sobre ela as mesmas durante toda a vida. O espetáculo pretende ainda provocar pais, jovens e crianças para juntos olharem para a própria comunicação e para os conflitos familiares que ficaram tão explícitos durante o isolamento social da pandemia.
Espetáculo Um corpo de palavras – Foto: Mariana Cabral
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